Sombras da Luz: Skyfall, Capítulo 13 [PT]

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Capítulo 13: Um encontro inesperado!


Depois de vários dias de viagem, Caleb e o seu bando por fim chegaram ao seu destino. Estavam na Transilvânia, a famosa terra de lendas e mitos sobre vampiros. Segundo Caleb, iriam encontrar-se ali com uns vampiros muito especiais, dentro da comunidade vampírica, que teriam informações importantes para lhes transmitir. O encontro decorreria dentro de uma capela, a fim de se afastarem de olhares indiscretos.

Razor mantinha-se um pouco à margem de tudo. Preocupado com o Príncipe Mikel e com o que este andaria a fazer, não apreciava a viagem como deveria ser. Caleb sabia, no seu íntimo, que Razor ainda não estava completamente transformado, uma vez que só quando Razor mordesse alguém, com um coração nobre e puro, é que os dons de vampiro BV revelar-se-iam.

Quanto às raparigas, Ophelia Tremblay e Corrine le Boursier, essas estavam excitadas com o encontro! Seria a primeira vez que conheceriam um novo bando de vampiros e por aquilo que Caleb contara, iam conhecer um vampiro bastante importante na hierarquia.

Chegados ao local, entraram na capela abandonada e sentaram-se a descansar, depois de se certificarem que a capela não tinha ninguém. O encontro decorreria horas depois. Razor virou-se para os outros e sussurrou:

- Penso que é boa ideia descansarmos um pouco. Comemos algo e depois aproveitamos para recuperar forças. Assim, quando chegar o outro grupo estaremos prontos… Para qualquer eventualidade.

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Caleb concordou e sentou-se no centro da capela, tirando da mochila alguns alimentos, que distribuiu pelos restantes membros. Ophelia e Corrine atiraram-se logo à comida. Estavam esganadas de fome! Sendo vampiras normais, não tinham nem metade da resistência que Caleb e Razor possuíam. Depois de comerem e trocarem ideias sobre o convite que os tinha trazido até ali, recostaram-se a um pilar da capela e abraçaram-se todos, acabando por adormecer.


*Algumas horas mais tarde…*


- Razor, acorda, eles estão a chegar! - resmungou uma voz dentro dele.

Kitsune rosnava baixinho, desconfiada.

Razor abriu os olhos, sonolento. Estava a saber-lhe tão bem! Sentindo a impaciência de Kitsune, tratou de acordar os outros, dando com Caleb já bem desperto e atento, atrás de um pedestal.

- Estás a evoluir, Razor! - comentou, entre sorrisos.

Corrine e Ophelia levantaram-se e começaram a retocar as roupas e a maquilhagem. Não demorou muito para que um pequeno grupo de estranhos encapuzados entrasse pela capela de rompante.

Já era noite e estava bastante escuro. Porém, os vampiros têm boa visão nocturna, pelo que a escuridão não os incomodava. Uma voz fria, glaciar, perguntou:

- Caleb D'Angoulême, presumo?

Caleb sacudiu os cabelos e aproximou-se da voz que o tinha interpelado. De repente, a capela ficou iluminada pela luz da lua, que estava cheia.

- Sim, sou eu mesmo. E tu és…?

- Vladimir Langelus, líder da comunidade de vampiros da Transilvânia. É um gosto finalmente conhecer-te pessoalmente, Caleb! - respondeu, baixando o capuz.

Vladimir era um homem alto, de feições claras. Tinha olhos negros, uma farta cabeleira preta, presa a meio das costas por um laço vitoriano. O seu ar era sério e imponente. O seu sorriso não passava de um ligeiro esgar. Os seus súbditos aguardavam, encapuzados, de joelhos, atrás dele, por novas ordens.

- Podem levantar-se, meus companheiros! - ordenou.

De imediato, várias dezenas de pessoas levantaram-se ao mesmo tempo e baixaram os capuzes. Razor ficou com medo. Se tivessem de lutar, estavam em clara desvantagem. Mas ao que parecia, Vladimir não queria lutar.

- Estes são os meus companheiros, os vampiros mais fortes da Transilvânia.

- Muito prazer… - comentou friamente Caleb, fazendo sinal aos seus companheiros que fizessem uma vénia ao grupo de Vladimir.

Os vampiros de Vladimir sorriram satisfeitos. Dentro das comunidades vampíricas, o respeito hierárquico era muito apreciado. Quebrando um pouco o ambiente tenso, Vladimir comentou:

- Bom, já nos conhecemos. Podemos oferecer-vos uma bebida típica? Temos de conversar…

- Aceito, viemos de muito longe, afinal… - rematou Caleb, esticando os músculos.

E assim, o grupo de Vladimir reuniu-se numa grande roda, colocando uma mesa redonda com bebidas no centro da capela, com lugar para Vladimir, Caleb e o seu grupo.

- À vossa, meus jovens amigos! - trovejou Vladimir, pegando no seu copo e bebendo-o de uma só rajada.

Caleb e os restantes seguiram-no. A bebida era boa, mas extremamente alcoólica e ardente! Razor sentiu as entranhas a arder e começou a tossir. Vladimir começou-se a rir, divertido!

- Ah ah ah ah! Vejo que esse teu companheiro ainda é um novato! Ah ah ah ah!

Caleb pousou o copo na mesa. Pigarreou e disse:

- Ele pode ainda ser novato, mas eu consegui torná-lo num vampiro BV.

Vladimir e o seu bando ficaram estarrecidos! Levantando-se, horrorizado e enraivecido, perguntou:

- Como é que isso foi possível?! Ninguém se pode tornar BV assim! Como o conseguiste? Quem é ele, afinal?

- O meu nome é Razor. Venho de… -  Caleb colocou-lhe a mão sobre a boca.

- O que importa é que ele é. Ainda está a passar o processo de evolução. Creio que assim que morder a pessoa certa, despertará todo o seu poder. Mas não foi sobre isso que viemos até cá, meu caro Vladimir. Qual o motivo para o convite?

Vladimir, ainda enfurecido, bebeu outro copo, pousando-o com toda a força na mesa.

- Pois bem… Por certo já sabes disto, mas há um mal que anda a dar cabo das raças não-humanas. Esse mal tem atacado outros locais e planetas. Chegou recentemente à Terra. Já começou a fazer vítimas. Tenho recebido relatórios de vários locais do Mundo. Eles andam atrás de algo… E atrás de uma pessoa…

Caleb sentou-se, interessado.

- Do que se trata?

- Eles procuram um rapaz chamado Mikel. Daquilo que sei, a última vez que ele foi visto, foi em Portugal. Desde então desapareceu da face da Terra, ninguém sabe dele. Mas este Mal procura outros seres. Seres como nós, com poderes especiais e seres com poderes mitológicos e divinos. Este mal desconhecido carrega consigo uma arma poderosíssima e até hoje, invencível.

Razor interrompeu:

- Eu convivi com o Príncipe Mikel! Sei onde está! Quer dizer…

- Cala-te Razor! Tu não sabes nada! - resmungou Caleb, enfurecido.

Vladimir, ao aperceber-se de que Razor sabia alguma coisa, insistiu:

- Caleb, se o teu súbdito sabe de alguma coisa, deixa-o falar! Caso contrário, não revelo tudo o que sei também!

Razor, percebendo que tinha colocado “a pata na poça”, remeteu-se ao silêncio por alguns segundos. Kitsune falava telepaticamente com ele, explicando-lhe o que deveria dizer. Razor falou, instantes depois.

- Bom, eu estive com esse rapaz há meses atrás. Quando nos despedimos, ele dirigia-se para Espanha, mais propriamente para Barcelona. Andava à procura do Filho de Neptuno.

- Ohhhhhhhhhhhhh! - exclamaram os súbditos de Vladimir. Este mostrara um sorriso vitorioso no rosto.

- Então Mikel anda à procura do Filho de Neptuno? Bem, isso explica muita coisa… Antes de mais... Caleb, aqui tens o propósito desta reunião.

Vladimir retirou de um bolso do casaco um caderno, que estava fechado a cadeado e entregou-o a Caleb. Este olhou para o caderno. Parecia muito antigo. Confuso, perguntou:

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- Desculpa-me, mas que raio é isto?

- Funf! Vocês jovens, nunca são capazes de dar valor a peças extraordinárias! Caleb, este é um diário da tua família, que tem vindo a ser escrito ao longo dos últimos séculos. O último membro a escrevê-lo foi o teu avô, o vampiro Alessandro Bertoldo.

- O meu avô?!?

- Ele pediu-me para te confiar esse diário caso a situação na Terra começasse a fugir ao nosso controlo. Eu vou ser sincero contigo. Nós já tentamos abrir o diário e ler o que lá está escrito. Infelizmente, o diário possuí um cadeado divino e a linguagem, daquilo que conseguimos pesquisar, é mermish, a linguagem dos seres aquáticos. Portanto, o diário não tem nenhuma utilidade para mim, mas pelo respeito que tenho pelo teu avô, decidi que estava na hora de entregar-to.

- E vais dar-me algo assim tão precioso, sem pedir nada em troca? - inquiriu Caleb, com um ar desconfiado.

- Se esse diário tiver o segredo para vencer este mal desconhecido, creio que me ficarás a dever um grande favor, correcto? - rematou Vladimir, com um grande sorriso.

Caleb, por fim, percebeu a intenção de Vladimir. Queria usá-los para descobrir os segredos do diário, que provavelmente só poderia ser lido pelo Filho de Neptuno. Razor sabia mais ou menos alguma coisa sobre o assunto. Do que contara, semanas antes, Mikel conhecia o Filho de Neptuno e deixara-lhe algo em seu poder. Um objecto divino, muito poderoso, por sinal. Na altura certa, Vladimir e o seu grupo haveriam de regressar para “cobrarem” o favor. Sem conseguir pensar em diferentes alternativas, Caleb fungou e acenou com a cabeça.

- De acordo. Se desvendarmos os segredos deste diário, serás informado. Tens a minha palavra de sangue.

Vladimir levantou-se muito satisfeito. Aproximou-se de Caleb e inesperadamente, mordeu-o. Razor, Ophelia e Corrine levantaram-se, prontos a atacar! Do lado de Vladimir, o grupo dele também se levantou. Caleb deixou-se estar quieto. A dada altura, afastou a cabeça de Vladimir do seu pescoço, gritando:

- Já chega!

Vladimir estava surpreendido! Nunca tinha provado um sangue tão delicioso! Sentia todo o seu corpo a rejuvenescer! Caleb torceu o pescoço, para a esquerda e para a direita, a fim de estancar o sangue da mordidela. Entregou o diário a Razor, para que este o guardasse.

- Estamos quites, Vladimir! Agora se nos dás licença…

Caleb e o seu grupo furaram por entre o grupo de Vladimir e afastaram-se a passo acelerado daquele local. Durante alguns minutos ninguém falou. Caleb estava ao mesmo tempo curioso e furioso. Adoraria saber que segredos teriam sido depositados no diário, ao ponto de terem sido escritos numa linguagem muito especial. E ainda havia a questão do cadeado, que Vladimir dissera ser “divino”. O que quereria ele dizer com aquilo? Depois de alguns quilómetros em silêncio, Caleb voltou-se para os amigos e disse:

- Desculpem o meu silêncio e as minhas atitudes há bocado. Precisava de sacar o maior número de informações do Vladimir, mas parece-me que não avançamos nada… Muito pelo contrário… - suspirou, desanimado, encostando-se a uma árvore.

- Então Caleb? Não fiques assim, fofinho! - sussurrou Ophelia, aproximando-se dele e beijando-o de forma provocante.

- Hummmm... Ophelia… - sussurrou Caleb, encostando-a a uma árvore, onde começou a beijá-la e a possuí-la.

Razor e Corrine ficaram a olhar um para o outro e decidiram voltar costas, bastante envergonhados. A cena excitara bastante Razor. E ao mesmo tempo com ciúmes. Gostava de estar na posição de Ophelia. Por sua vez, Corrine aproximou-se de Razor e deu-lhe um beijinho no rosto. Este despertou da fantasia que estava a ter e sorrindo-lhe, deram as mãos, até um lago que havia ali perto. Sentaram-se a ver o céu estrelado. Corrine tentou aliciar Razor, mas este afastou-a, delicadamente. Corrine anuiu, desiludida.

- Não me leves a mal, Corrine. Não é que tu não sejas bonita e boa, mas eu… Eu neste momento não estou para aí virado… Tenho muito em que pensar…

- Pois… - respondeu ela, sem grande convicção.

Kitsune falou telepaticamente com Razor.

- Deixa-me tratar do assunto. Só não grites os nomes de Mikel ou do Caleb durante o acto, ok?

- Fazes isso por mim? Muito obrigado, Kitsune!

E assim, Razor virou o rosto, e de repente, aproximou-se de Corrine e beijou-a intensamente. Passou as suas mãos por todo o seu corpo, de forma sexualmente ousada. Corrine começou a gemer e a arfar e Razor, ao imaginar que estava com Caleb, começou a ficar mais excitado também.


*No dia seguinte…*


- Então pombinhos? Estão prontos para uma grande viagem? - perguntou Caleb, visivelmente bem humorado. - Razor, temos de partir para Portugal. Tu disseste que Mikel te deu as chaves da casa dele. Será o nosso ponto de partida para descobrirmos o Filho de Neptuno. Com a ajuda dele ou pelo menos, com a ajuda do povo dele, poderemos saber o que está escrito no diário dos meus antepassados!

- Sim senhor! Vamos lá!

E assim, Razor, Caleb, Ophelia e Corrine partiram numa nova viagem, sinuosa e perigosa. Eles sabiam que Vladimir provavelmente teria enviado espiões, para se ir mantendo a par dos acontecimentos. Quando chegaram à Áustria, Razor comentou com os amigos, durante um jantar à luz das chamas de uma fogueira.

- Olhem, tenho vindo a pensar e acho que se nos estiverem a seguir, este é o momento certo para os despistarmos.

- O que propões, Razor?

- Vamos dividir-nos. Eu vou escrever a morada exacta neste tecido - e sacou um pedaço de tecido de dentro do casaco, o qual cortou em 3 pedaços.

- Cada pedaço só poderá ser lido pela pessoa a quem eu o oferecer, para as restantes pessoas não passará de um pedaço de pano. Fica aqui a morada exacta. Cada um de nós deve criar a ilusão de que vai acompanhado com outro membro da nossa equipa e seguiremos caminhos diferentes, a partir de agora, todos com o objectivo de chegar o mais depressa possível à moradia do Príncipe Mikel.

- Muito bem Razor. Eu aceito esse plano, na condição de que mantenhamos contacto uns com os outros. Consegues fazer isso?

- Sim! Se precisarem, usem o pano para escrever que estão em perigo ou a ser vigiados. A pessoa que estiver mais próxima, deverá partir em auxílio e avisar os restantes. Porém, eu creio que não haverá problemas, pelo menos até sabermos o que está escrito no diário.

Caleb concordou com Razor. Aproximaram-se todos, trocaram beijos e abraços e cada um deles tomou um caminho diferente, com o mesmo objectivo. Razor não demorou muito a fazê-lo. Passados dois dias, já se encontrava num comboio em Espanha à espera de seguir viagem, rumo a Portugal. Daquilo que sabia dos restantes, eles também não estavam longe.


*Enquanto isso, em Portugal...*


A relação de Light e Kyle, o Filho de Neptuno, estava muito enfraquecida. Depois de aprender algumas coisas sobre os seus poderes de semi-deus, tinham acontecido algumas coisas más a Kyle e este acabara por se entregar aos prazeres da vida boémia. Inscreveu-se numa nova universidade, no Porto. Tinha uma atitude de ódio para com quase tudo e todos, mal falava com as pessoas e muito sinceramente, quase ninguém queria dar-se com ele também. Ele transmitia uma energia negativa e agressiva, mesmo com Light.

Um dia, depois de mais uma discussão com Light, o dragão decidiu voar para espairecer um bocado. Estava a ficar farto da atitude presunçosa e arrogante do Filho de Neptuno. Furioso com tudo o que tinha vindo a aguentar, Light não se apercebeu que tinha voado para muito longe. Só se apercebeu de que algo não estava bem, quando o seu corpo começou a enregelar. Aqui entre nós, para o corpo de um dragão enregelar, tem de estar mesmo num local próximo do Zero Absoluto. Cansado, decidiu descer até à superfície terrestre. Estava desejoso de fazer uma sesta. Light dormia tranquilo, quando de repente…

- Não me acredito! - exclamou uma voz.

- Olha lá, essa era a minha deixa! - exclamou uma segunda voz.

- Oh, não comeces! - resmungou a primeira.

- Jessie, James, o que se passa aqui? - perguntou uma terceira voz.

Light abriu os olhos estremunhado. À sua frente estavam três personagens com um sorriso maldoso e sinistro! À esquerda, estava uma mulher, com um longo cabelo esquisito, de tons vermelhos férreos e olhos azuis. À direita, um rapaz de cabelos azuis e olhos azuis, de um azul bem escuro. Ambos vestiam-se de branco, tendo um grande R vermelho estampado no peito.

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Ao centro estava outra mulher que parecia ser a líder daquele gangue. Ela era mais alta do que os outros dois. Tinha cabelos castanhos-escuros abaixo dos ombros e olhos verdes. Era morena e vestia-se de cabedal vermelho-sangue e preto dos pés à cabeça, tendo um grande chapéu nos mesmos tons sobre a mesma.

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- Bem, bem, bem…! Vejam só quem nós temos aqui! - exclamou ela, satisfeita, após Light ter-se apercebido que estava metido em sarilhos.

- Quem… Quem são vocês? - perguntou Light, tentando manter-se calmo. O seu coração batia velozmente. Ele sabia que estava em perigo e não podia contar com ninguém naquele momento.
   
A mulher que estava ao centro deu um passo em frente e tirando o chapéu, declarou:

- Não que importe muito tu saberes isso, Dragão Light, servo de Mikel, o noivo do meu falecido neto. O meu nome é Carmen. Carmen Sandiego. Sou a “abuelita” do Ángel.

- O quê?! Mas como é isso possível?!? - inquiriu Light, escandalizado!

- Muitas coisas aconteceram quando o “Mal Desconhecido” como vocês nos chamam, chegou a este planeta. Como nós não temos corpos físicos, fomos “criados” numa mistura de energia vital de seres vivos e de personagens da imaginação humana. Assim, eu incorporei no corpo da abuelita Sandiego e ta-dan! O resultado foi espectacular! Além de a fazer rejuvenescer, ela é uma criatura com alguns dons divinos, tal como era o neto! Quanto aos meus empregados, eles uniram-se a um casal de jovens inconsequentes, que estavam dispostos a dar a sua alma em troca de uma vida mais interessante! Assim, eles tornaram-se a Jessie e o James da Team Rocket, uma dupla do Mal que, tal como a minha personagem, inferniza o Planeta Terra numa realidade alternativa!

- Espera lá! Então são vocês que andam a causar o Mal pelo Universo fora! Foram vocês que deram cabo do Jardim dos Deuses! Foram vocês quem matou Vesta! E... Ángel! Oh meu Deus! Tu mataste o teu próprio neto no Jardim dos Deuses! - Light estava completamente horrorizado com as terríveis novidades!

- Ah ah ah ah! Tens razão, em parte... - comentou Carmen em tom misterioso. - Não somos os únicos! Ah ah ah ah ah! Mas chega de conversa! Jessie, James, prendam este dragão! Ele já sabe demais! Está na hora de usá-lo a nosso favor!

Jessie e James sorriram malevolamente, enquanto colocavam uma rede sobre o corpo de Light! Este tentou mexer-se, mas estava imobilizado! A rede tornava-se cada vez mais pesada, à medida que ele lutava para soltar-se!

- Light... O dragão de Lord Mikel…! Não te canses! Eu preciso de ti vivo! Vais ser uma óptima ajuda para o meu plano! - sussurrou Carmen, virando costas.

- Não! Nãããããõoooo! Larguem-me! Soltem-me, seus malditos! Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!

Carmen regressou passados uns minutos. Com um olhar maligno, aproximou-se de Light e disse-lhe:

- É agora! Prepara-te!

Light estrebuchava como um touro enraivecido, mas não se podia mexer! Carmen tocou-lhe nas têmporas e rematou:

- A partir de agora vais obedecer-me! Tu vais fundir-te com o Kyle e vais ajudá-lo a regressar à sua verdadeira casa! Estamos entendidos?!?


O dragão Light ainda estrebuchou várias vezes. Em pensamento, ele pedia ajuda, mas parecia que ninguém o escutava. Por fim, mais cansado do que alguma vez se sentira, o seu corpo escureceu, tornando-se vermelho-sangue e os seus olhos ficaram num tom verde-venenoso.

- Sim… Mestre…

E por fim, uma ofuscante luz negra invadiu Light, cobrindo-o. Light sentiu de imediato uma poderosa energia a tomar conta dele! Sentia-se capaz de derrotar qualquer ser que lhe fizesse frente agora! Com um ar satisfeito, rebentou facilmente a rede que o prendia. Abriu as suas longas asas negras e soltou um rugido. Estava pronto.

- Agora vai, minha criatura! Une-te ao Kyle e procurem os restantes Sombras da Luz! Boa sorte! Mwa ah ah ah ah ah!

Abrindo as suas asas, Light levantou voou rapidamente, partindo ao encontro do Filho de Neptuno. Não tardou muito a chegar ao seu destino, já que estava muito mais forte. Encontrou o rapaz meio bêbado, a tombar por entre os sofás da sala, na casa de Mikel.

- Por fim apareceste, Light! Onde te meteste? Eu estava preocupado contigo! - resmungou Kyle a cambalear, deixando escorregar uma garrafa de whisky vazia que tinha nas mãos para o chão.

- Não te preocupes mais, meu jovem amo! A partir de agora, nós ficaremos juntos... Para sempre!

E dando uma pirueta no ar, Light mudou para uma forma etérea e entrou no peito de Kyle, que não conseguiu esconder a surpresa, antes de cair para trás, inconsciente.          

[Continua...]

Comentários

  1. Sem querer repetir o que o Francisco disse, realmente a história assemelha-se-me frutífera. :)

    um abraço.

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    Respostas
    1. Obrigado Mark! Fico contente que estejam a gostar! Espero que continuem a ler e a apreciar o enredo! ^^

      Abraço :3

      Eliminar

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