Existo, logo penso! #1.7 [PT]

As últimas semanas em Portugal tem sido palco de verdadeiros "circos" nos principais noticiários diários. As cadeias de televisão tem feito tudo por tudo para esmiuçar um caso polémico: os cortes no ensino privado, mais detalhadamente, nos contratos de associação.

Em primeiro lugar, existe muita manipulação e mediatização exagerada. Começo por dizer que um contrato de associação foi algo criado na década de 80, entre Governo e escolas privadas. Como naquele tempo não havia escolas públicas suficientes, tanto no ensino preparatório como no ensino secundário, o governo decidiu criar estes contratos por forma a colmatar esta falta.

Actualmente, o que o governo quer fazer é tão simplesmente cortar ou seja, deixar de subsidiar novas turmas em início de ciclo. Ou seja, alunos que vão agora entrar para o 5º ano, 7º ano e 10 º ano, respectivamente. E só querem cortar, no caso de e só nestes casos:

* Se houver escolas públicas num raio de 8 km;
* Se estas tiverem vagas para assimilar estes novos alunos;
* Se estas escolas tiverem condições [meios físicos, humanos, técnicos, etc.] para albergar estes alunos;

Ora, eu não percebo qual o problema. Não entendo onde é que esta medida vai "obrigar crianças a ficarem traumatizadas por não verem mais [que exagero!] os seus colegas e amigos de escola" - palavras de muitos pais e directores de colégios - [porque até parece que nem temos Internet, nem telemóveis, como há 20/25 anos anos atrás!] xD

Tenho a dizer que estou completamente a favor dos cortes. Tenho pena, mas quem quer ter ensino privado, que o pague do seu bolso. Não têm nada que exigir, como se fosse uma obrigação, do Estado e dos outros contribuintes, que paguem para que os filhos deles andem a estudar e a ter mais mordomias que as outras crianças.

Está muito dinheiro em jogo, obviamente - cerca de 80 500 euros por turma - enquanto que no ensino público, o Estado paga 55 000 euros por turma. Feitas as contas, são vários milhões de euros.

Claro que tudo isto lança novas discussões - professores, funcionários que trabalham nestes locais que podem vir a ficar sem emprego. Mas e então? Não acontece o mesmo às outras pessoas? Todos os anos, milhares de professores têm de andar com a casa às costas, para poderem ter trabalho? Dezenas de milhares de funcionários das escolas públicas são postos a "andar", visto que tem contratos temporários, que duram meses, por vezes semanas ou até dias. São realidades tristes, é verdade. Mas fazem parte da precariedade laboral do nosso país.

A culpa não é deste governo. É de todos nós. De quem governa, de quem "deixa andar", de quem se abstém de votar nas alturas de votar e que depois não tem direito de se queixar, de quem alimenta as polémicas na televisão.

E enquanto isso, a crise no Montepio Geral agudiza-se e a Caixa Geral de Depósitos, o Banco do Estado, prepara-se para receber uma injecção de capital na ordem dos 4 milhões de euros. E querem saber mais? O futuro Presidente da Caixa recusa-se [ele exige mesmo] que a sua nova equipa [porque eles têm sempre que mudar, não é?] receba o salário de Gestores, não pelo valor dos Quadros Públicos, mas sim que estes sejam pagos ao preço de Mercado, que é muito superior ao da Função Pública.

Entretanto, quem quiser ler o Parecer da Procuradoria Geral da República e o Relatório do Tribunal de Contas, abordado pelos manifestantes, pode lê-los aqui e aqui.

Comentários

  1. E que se expropriou prédios para se fazer a Nova Mesquita de Lisboa

    ahahahahahahahahahahhahahahaha
    Quero ver a cara dos gays, das gajas e dos velhos quando daqui a uns anos se possa expropriar tudo em nome das minorias

    ahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

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    1. Já escreveste sobre isso Francisco? Ainda não li nada sobre o tema, nem ouvi falar na televisão. Qual o propósito e porquê?:P

      Abraço :)

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  2. Concordo contigo. O assunto tem sido intensamente abordado. Todavia, houve um pequeno revés. O Tribunal de Contas, numa decisão que não poderei comentar a fundo por não conhecer, parece que deu razão aos pais.

    Não faz sentido algum que o erário público suporte estas regalias, não estando em causa a ausência de opção pela escola pública ou qualquer um dos demais itens que mencionaste.

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    1. Daquilo que sei, a decisão do Tribunal de Contas refere-se ainda ao antigo governo, em meados de 2015.

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    2. Pois, como te disse, li apenas por alto. Não estou a par de qualquer decisão do TC. A imprensa é tendenciosa.

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    3. Pois, eu decidi explorar para ficarmos ambos a saber o que se passava, de facto. Daí o update no post. ^^

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