10/04/2016

Vírgulas do Destino: Prisioneiros do Amor, Capítulo 29

Capítulo 29: O Passado de Artemisa! Parte 2

E assim, Mikel sentou-se e começou a falar:

*País de Gales, 1946*

Tudo começou quando uma jovem de 16 anos chamada Rita apareceu à porta da frente de uma família aristocrática, uma das poucas que restava na sua aldeia, já que muitas haviam perdido o título e o privilégio de poderem continuar a serem chamadas aristocratas. Desde a chegada dos britânicos à ilha, muitos haviam perdido o seu título.

Rita estava hesitante em bater e pedir um trabalho, mas a sua família estava a passar necessidades. Ela era filha de um fazendeiro. Um fazendeiro honesto, sem quaisquer hábitos. A sua família era o núcleo da sua existência. A mãe da Rita tinha de ficar em casa e realizar as tarefas diárias e cuidar dos seus 11 filhos! Rita era a segunda mais velha, já que tinha um irmão chamado Pedro, que tinha 17 anos. Ele trabalhava nos campos desde os 13 anos de idade. Rita não era nenhuma excepção, mas o trabalho nos campos não era lugar para uma mulher! Os pais dela achavam que, se ela se tornasse empregada doméstica de uma família nobre, teria mais oportunidades para melhorar de vida. Ambos preparavam a sua irmã mais nova, Maria, que em breve faria 15 anos de idade para também ela seguir os passos de Rita e procurar trabalho numa casa nobre!

Rita bateu numa grande porta verde, e, em seguida, puxou o cordão que accionou a campainha. Poucos segundos depois, uma mulher nos finais dos seus cinquentas, abriu a porta!

- "Ela deve ser a dona da casa! Que mulher gigantesca!" - pensou Rita.

A mulher era mais alta do que a média que as mulheres que Rita conhecia! Ela era muito gorda e arredondada. Tinha um busto muito pronunciado e as bochechas rosadas.

- Sim? - perguntou a mulher.

- Eu estava a procurar trabalho nesta área. Eu sou daqui perto e queria saber se você estava interessada em contratar? Eu sou muito boa a fazer as tarefas! Eu cuido da minha fam...

- Está tudo bem, não precisamos de ninguém. Obrigado. Bom dia! - rematou a senhora prontamente, com uma voz áspera.

Sem dizer mais nada, a senhora fechou a porta, deixando Rita quase em lágrimas! O que Rita não sabia, é que por vezes, não conseguirmos o que queremos é um grande golpe de sorte! Triste e desanimada, ela retomou o caminho para casa começou-se a lamentar:

- O que devo fazer? O que vai ser da minha família? Eles contavam com este trabalho e estou a voltar para casa sem uma boa notícia...como sou infeliz! - soluçou.

Ela respirou fundo e deu um passo para trás, sem perceber onde ela estava a colocar o pé. Quando fez isso, ouviu alguém a gritar!

- Ohhh! Lamento imenso! Eu não queria magoá-lo! - exclamou Rita.

- Está tudo bem! Isso acontece! - respondeu o rapaz.

- Eu sinto muito! Ainda assim, eu devo ir-me embora agora... Adeus!

- Não, espere! Posso ajudá-la? Eu moro aqui... Você está à procura de alguém?

- Não senhor! Eu já recebi a resposta que procurava, obrigada na mesma... - respondeu Rita com a voz trémula.

A porta principal abriu-se mais uma vez e a senhora que Rita tinha encontrado antes saiu. Ao olhar para esta, perguntou, em voz alta:

- Você ainda está aqui? Esqueceu o caminho de casa?

Rita olhou para o chão e caminhou lentamente, começando a chorar.

O rapaz fungou, indignado!

- Já chega Carmen! Basta! Desde quando você é rude com os convidados? A minha mãe não tolera este tipo de comportamento! – respondeu ele, com voz grossa.

- Peço desculpas Mr. Arthur! Eu não estava ciente que ela era sua... Convidada?! ... Bem, isso nunca vai acontecer de novo... - sussurrou Carmen.

- Não é a mim que você tem que pedir desculpas, mas a esta jovem aqui! Você tem sido rude com ela! - resmungou Arthur, olhando muito sério para Carmen.

- Estou muito triste pela minha falta de comportamento, isso não voltará a acontecer! - murmurou, olhando muito confusa para Rita.

- Não há problema nenhum, madame! Acho que tudo foi um mal-entendido! - respondeu Rita, mais confiante.

Carmen parecia agora menos imponente, menos gigantesca! Ela era como um leão selvagem domesticado, agora! E isso, fez aparecer um sorriso no rosto de Rita!

- Os mal-entendidos são bons o suficiente para sermos rudes...! Hum, lamento mas eu não sei sequer o seu nome... Agora sou eu que estou a ser rude não me apresentar! Eu sou Arthur, John Arthur! O seu nome qual é...? Se eu puder saber? - perguntou o jovem com um sorriso no rosto e a tocar na ponta do gorro.

- Oh! Claro, claro que pode! Rita...o nome é Rita, senhor! - respondeu ela prontamente, com um sorriso.

- E se me permite, qual era o seu negócio nesta casa?

- Eu estava à procura de um sítio para trabalhar, mas não há vagas disponíveis para os meus serviços - suspirou Rita, com uma voz enfraquecida.

- Numa casa como esta, existem sempre muitos ajudantes e muitas tarefas a serem realizadas! O número de mãos nunca é suficiente! Acho que Carmen nunca iria recusar uma ajuda... Estou certo, Carmen? - inquiriu o rapaz, com um sorriso no rosto, olhando para cima, para Carmen.

- Não...não senhor! Eu nunca faria isso! - murmurou Carmen, enquanto corava que nem um tomate!

- Então está tudo resolvido! Parece-me que temos um novo membro na nossa família! Venha Rita, deixe-me mostrar-lhe o caminho! Existe mais uma pessoa que tem de aprovar o seu recrutamento na casa! Ninguém faz isso sem o consentimento da minha mãe! Mas não se preocupe! Ela pode parecer dura, mas ela é tão suave como o algodão no interior! - exclamou Arthur, entre risos.

E foi assim que Rita começou a trabalhar para esta família! O trabalho não era fácil. As horas por vezes pareciam avançar com uma lentidão horrível. Para a jovem Rita, todo o cansaço de um dia de trabalho árduo desaparecia, ao ver o sorriso amável do seu jovem patrão Arthur.

- Muito bem Rita! Você deve tratar todos por Senhor ou Senhora, sem excepção a ninguém! Não está autorizada a subir ao segundo andar da casa! Nunca deve andar a correr pela casa e falar num tom de voz alta não é aceite! Você nunca deve fazer contacto visual com os membros da família! Você deve ser invisível... Isso significa que você deve executar as suas tarefas rapidamente e sem interromper ninguém! Você não deve falar com ninguém da família a menos que lhe perguntem algo e deve responder sempre um "Sim Senhor" ou "Sim Senhora". Esta é uma casa muito respeitável e deve permanecer assim! Minha jovem, fiz-me entender? - inquiriu Carmen, respirando fundo, enquanto mirava Rita a tomar notas de tudo o que esta dizia, numa lista que parecia não ter fim.

- Sim senhora, entendi tudo!

- Muito bem! Espero bem que sim! Você vai começar com metade do salário nos primeiros 3 meses. Isso dará 15 pesos por mês, sem contar com descontos caso parta alguma coisa! Se o salário não cobrir o prejuízo, você será despedida e terá de pagar o que faltar. É tudo!

Carmen terminou as suas advertências entregando um avental novinho em folha a Rita.

- Obrigado Senhora! - respondeu Rita, fazendo uma vénia.

Os dias passaram-se rapidamente e Rita aprendeu a fazer tudo como devia ser muito ordenadamente. Todos os empregados gostavam dela. Achavam-na uma menina de coração muito gentil. Mesmo Carmen, apesar da sua aparência e tom autoritário, lá no fundo ela gostava da Rita, enquanto ela não deu nenhum problema. Apesar disso, Rita não se sentia confortável em torno de membros da família ou convidados que visitavam a casa.

Ela só estava confortável ao lado de Sir Arthur. Eles conversavam secretamente num jardim, quando ninguém estava por perto, mesmo que isso fosse algo proibido. Sir Arthur John era muito gentil com ela. O seu sorriso derretia o coração de Rita sempre que ela o via! Rita muitas vezes fantasiava com ele, mas estava ciente de que eles pertenciam a um mundo diferente! Ela sabia que Arthur devia casar com uma senhora do seu status e posição!

A mãe dele gostava dela também e frequentemente solicitava Rita, em particular para esta trazer o seu chá das 5 à sala de estar. Um belo dia, em Junho desse ano, enquanto Rita servia o chá, a patroa disse:

- O meu filho mais velho, Edgar, voltará para casa da Escola de Voos até ao final do mês! Estou tão animada! Ele vai tornar-se um cavalheiro, certamente! Ele é o nosso orgulho! - anunciou a simpática senhora, colocando o tricot sobre a mesa e pegando num chávena de chá.

A senhora olhou para Rita e sorriu. Rita sorriu de volta para ela.

- Rita, pode retirar a roupa do quarto de Sir Arthur John! Neste momento, você não está a incomodar ninguém! Entre na segunda sala à esquerda do vaso de flores, bata 3 vezes e espere por uma resposta. Bata novamente uma segunda vez. Se ele não responder, entre, deixe a roupa na cadeira ao lado da cama dele, à direita. Pegue na roupa que geralmente é deixada aos pés da cama e desça novamente, rapidamente! - ordenou Carmen.

Carmen disse a Rita que não tinha certeza se ela ouvira correctamente quando ela afirmou que nunca fora admitida no segundo andar! Rita sentiu orgulho e medo ao mesmo tempo! Sentia-se confusa. A única coisa que ela sabia que isso significava é que agora era totalmente aceite na casa e que ela era como um deles! Isso fez um sorriso aparecer no rosto de Rita e ela quase sentiu borboletas no estômago.

- Pode ir! Do que está à espera? – perguntou Carmen, rapidamente!

"A segunda porta à esquerda ao lado do vaso de flores..." Rita repetia para si mesma na sua mente. "Bater e esperar... Sem resposta, bater de novo..." Como continuasse sem resposta, ela abriu a porta devagar e caminhou em direcção à cama. Colocou a roupa na cadeira, pegou nas outras roupas e ficou parada no meio do quarto.

- "Este é o lugar onde Sir Arthur dorme... Nunca vi estas coisas lindas num quarto!" - pensou.

Rita andava pelo quarto, segurando a roupa contra o seu corpo com ambos os braços. Aproximou-se de uma das janelas e olhou lá para fora. Ao espreitar para o jardim, encontrou Sir Arthur! Ele estava debaixo de uma laranjeira, o seu local preferido, a ler um de seus livros.

A empregada sorriu e espreitava para ele lá de cima, segurando as suas vestes. Começou a imaginar qual seria a sensação de andar de mãos dadas com Arthur! Ela sorriu ainda mais e respirou fundo, inalando o seu cheiro das roupas que ela estava a segurar nas suas mãos.

- "Como é belo o seu cheiro!" - pensou ela.

Cheirava uma e outra vez. Quase inebriada com o cheiro, Rita começou a dançar, segurando as vestes de Arthur como se fosse ele a conduzi-la! Ela inclinou-se e dançou... Sentia-se como se estivesse a flutuar no ar!

- "Ohhhh! O que eu daria para segurar a mão dele uma vez!" - pensava ela.

- Tu danças muito bem, Rita! – disse uma voz atrás dela, tentando conter o riso.

Rita congelou! Sentia-se uma tola, uma idiota! Completamente embaraçada, ela correu em direcção da porta para sair dali!

- Sinto muito, senhor! Eu estava apenas a brincar... A imaginar... Isso nunca mais vai acontecer novamente! - disse ela, com a voz trémula.

- Sinto muito pelo quê, Rita? Eu amo a forma como você dança! Eu nunca pude mexer-me assim, nesta casa existem muitas regras... Eu acho que as regras foram criadas para serem dobradas, torcidas e quebradas! - disse ele com um sorriso na cara. Aquele lindo sorriso que derretia o coração de Rita sempre que ela o via!

Arthur tirou as roupas que Rita estava a segurar e ao fazê-lo, perguntou:

- O que acontece contigo se dançares com uma pessoa de verdade, agora?

Rita riu-se. Ela queria ouvir essas palavras há bastante tempo e nunca imaginara que iria ouvi-las! Elas foram proferidas, mas ela continuava descrente.

O rapaz pegou nas mãos de Rita e começou a dançar ao som do silêncio. Uma brisa suave entrou no quarto, carregando consigo o perfume de uma flor de laranjeira a partir do jardim!

- "Eu estou a sonhar! Por favor meu Deus, não me faça acordar deste sonho!" - orou ela.

Arthur puxou Rita e olhando-a nos olhos, sussurrou:

- Você é o mais belo ser que eu já vi, eu daria qualquer coisa por você! Eu sacrificaria qualquer coisa para mantê-la!

Em seguida, ele inclinou-se e beijou Rita, apaixonadamente. Rita sentiu os seus pés a transformarem-se em geleia! Ela deixou-se estar nos braços de Arthur! Nunca fora beijada antes e sentiu tudo o que os outros lhe haviam descrito! Mas isso não chegava nem perto do que ela teria imaginado para ela! O tempo pareceu parar...

- Eu tenho que ir agora... - disse Rita com pesar.

- Eu não quero que você me deixe, meu amor! Mas infelizmente, é melhor para ambos... - murmurou ele.

Naquela noite, Rita dormiu mais feliz do que de costume. Ela despediu-se daquele dia com um sorriso no rosto, abraçando-se à sua almofada e sonhando toda a noite com o seu amor. No dia seguinte, Arthur pediu para tomar chá no seu quarto. Era apenas uma desculpa para ver e sentir os lábios de Rita mais uma vez.

Enquanto os dias passavam, ele roubou mais e mais desses momentos de ternura, mas ambos sentiam que tais momentos não eram suficientes! A paixão entre os dois cresceu, quase ao ponto em que estava a tornar-se insuportável! Era muito difícil para eles manterem-se discretos quando cruzavam-se no caminho do corredor ou quando Rita servia o jantar! Iam testando a sorte quando os outros viravam os olhos, por um segundo ou dois...

Certa manhã, uma segunda-feira perto do final do mês, alguns dias antes de Edgar voltar, os donos da casa saíram com alguns empregados para fora da aldeia por um dia. Eles precisavam de preparar-se para a chegada de Edgar! "Tudo tinha que estar perfeito!" - insistia a dona da casa, muitas vezes!

- O ambiente hoje está estranho! Tão silencioso que é estranho! - disse Rita a Arthur, enquanto fazia a cama dele naquela manhã.

- O que você quer dizer com estranho? Você sabe, mesmo que haja uma centena de pessoas à minha volta, eu sinto que estou sozinho! Ninguém está autorizado a fazer isto ou aquilo! Não posso falar e rir ao mesmo tempo ou jogar! A minha vida era triste antes da Rita vir para cá! Pelo menos agora eu tenho algo porque viver! Algo que me faz querer sair da cama todas as manhãs!

- Ai, você me lisonjeia e eu adoro isso! - respondeu Rita, rindo-se.

- Não, eu não! Eu acabei de dizer a verdade! - disse Arthur prontamente, aproximando-se de Rita e abraçando-a por trás, tão apertado quanto podia.

Rita suspirou e estendeu a mão para ele. Ele beijou-a no pescoço e nos braços. Rita virou-se para ele beijando-o de volta, respondendo a cada beijo apaixonado com um beijo ainda mais apaixonado em troca. As mãos dele tocavam uma melodia sobre o corpo dela, enquanto Rita girava a cada toque.

Ambos deitaram-se sobre a cama, o corpo trémulo de Arthur contra o dela. A respiração de Rita tornou-se cada vez mais profunda e pesada. Ele tirou a blusa dela e tirou a sua própria camisa. Beijou-a mais e mais até que a sua paixão não podia ser mais controlada. Ele acariciou o rosto dela rosto e, em seguida, beijou a sua barriga, puxando para baixo a pouca roupa que Rita ainda mantinha, revelando tudo o que corpo de Rita tinha para oferecer.

Ele sussurrou baixinho "Você é linda...!" Rita sorriu para ele. Ela nunca sentira tais emoções e o corpo dela estava a reagir de uma maneira que ela nunca soube que existia...! Quando o pénis de Arthur tocou-lhe, ela tremeu. Não tremia de medo, mas sim de emoção!

Ela consentiu e, pela primeira vez, ela fez amor! Arthur penetrou delicadamente e, em seguida, tornou-se mais e mais vigoroso! Ela começou a inspirar e expirar até que o puxou para mais perto de si e pediu-lhe para aquele momento não ter fim! Ela sentia-se como se fosse desfalecer e, em seguida, os seus sentidos despertavam novamente, rumo a um sentimento ainda mais profundo!

O calor era quase insuportável! Ambos estavam cobertos de suor! Eles beijaram-se e trocaram fluidos naquele momento de êxtase, em que se uniram num só! Rita estremeceu de prazer e ao mesmo tempo, teve uma espécie de medo...um medo que ela não poderia dar um nome ou uma razão...

Ambos adormeceram e depois ela acordou abruptamente, ao ouvir o bater do sino da igreja. Rita ficara paralisada de medo ao olhar para os lençóis! De repente, sacudiu o ombro de Arthur para acordá-lo.

- Ai Arthur, olha só o que eu fiz! Sinto muito, agora a gente vai ficar a saber! - disse ela, quase a chorar.

Ela pensava no que iriam dizer as outras pessoas. O que deveria fazer? Como explicar o sangue nos lençóis? Rita começou a chorar enquanto pegava nas roupas dela. Arthur beijou-a no pescoço, acalmando-a.

- Não tenha medo, meu amor, eu estou aqui! Não há nada a temer, nada do que se envergonhar! É perfeitamente normal para uma primeira vez! Eu devo admitir que eu só conhecia pelo que eu ouvi, você sabe...? O meu irmão explicou-me o que é, mas jamais imaginei que poderia ser algo tão bom!

Ele continuou a beijá-la e pegou a mão dela. Puxou-a contra ele e fez sentir-lhe o quanto a queria. Ela gemeu quando ele lhe tocou na vagina, começando a acaricia-la com os dedos. Ele sabia que ela queria que ele a penetrasse novamente. Os sentimentos de Rita e o corpo dela não podiam negar o quão excitada ela estava.

Rita deitou-se de barriga para baixo enquanto Arthur brincava com os seus cabelos, cantarolando uma música que eles amavam. Ele penetrou-a em seguida e empurrou-o fundo. Ela agarrou-se a uma almofada e suavemente soltou um grito. Ela sentiu-o maior por um segundo e de repente pensou que ele a tinha dividido em duas. Ele queria-a a ela e ela queria-o a ele, então ele penetrou-a ainda mais profundamente, já que ele a queria com mais ganância.

- Que maravilhoso seria se este dia nunca mais tivesse fim! - disseram um ao outro, enquanto se escondiam nos lençóis.

Esse dia jamais foi esquecido por ambos. Infelizmente, não foi fácil voltar a ficar sozinho na casa e agora, com a chegada de Edgar nos próximos dias, seria ainda mais difícil falar. Arthur prometeu que iria pedir a bênção aos pais para se casar com ela em breve! Ele só precisava de esperar pelo momento certo.

Rita estava feliz! Por outro lado sentia-se com medo e secretamente temia o momento.

- Sir Edgar chegou ontem à noite! Ele está no quarto dele a descansar. Estas são a roupa dele, leve-as e verifique se você não o perturba - disse Carmem, calmamente. - Ah... Mais uma coisa - continuou ela.

- Sim? - perguntou Rita.

- Nada de especial... Querida, você é uma boa menina... Mas você já sabe disso! - Carmen tocou suavemente no ombro de Rita, enquanto sorria.

Rita subiu para o segundo andar, passou pelo quarto de Arthur e sorriu. Ela estendeu a mão para a maçaneta da porta do quarto seguinte e abriu o mais silenciosamente que pôde. Ela podia ver um homem deitado na cama. Calmamente, ela aproximou-se da cómoda e colocou lá as roupas limpas. Olhou em volta dela e começou a recolher as roupas de Sir Edgar que estavam espalhadas pelo chão. Ela olhou para ele. Este estava a dormir. Ele parecia muito mais velho que seu irmão Arthur. Deveria ter entre 25 ou 26 anos. Ela apressou-se a terminar e quando pegou na última meia...

- Bom dia! - ela ouviu.

- Bom dia senhor, desculpe tê-lo acordado! Eu vou já sair e deixá-lo descansar! - respondeu ela, apressadamente.

- Os padrões desta casa têm melhorado desde a última vez que cá estive! Muito, muito melhor que Carmen, devo dizer! - exclamou ele prontamente, de forma sarcástica, sentando-se na cama.

Rita olhou para ele e não proferiu nenhuma palavra. Depois, lentamente, começou a andar em direcção da porta.

- Qual é o seu nome? Você não se apresentou ainda! Isso é que é muito rude, você sabe? - perguntou ele rapidamente, levantando-se da cama.

- Rita, sir... O meu nome é Rita! - respondeu ela, enquanto olhava para o chão.

- Não só é bonita, mas também tímida! - riu-se.

Edgar aproximou-se de Rita tocando no seu queixo e levantando a cabeça dela, para que esta o olhasse nos olhos.

- Vamos lá, não seja tímida!

- Desculpe, senhor, mas... Eu não deveria estar aqui sozinha consigo, eu penso! - suspirou Rita, lentamente.

- E porque não? Eu não mordo você, sabe? - riu-se ele.

- Você poderia cobrir-se, Sir? Não é apropriado! - disse ela, numa voz suave.

- Apropriado? Vai dizer-me que você nunca viu homem com as suas vestes de dormir? Tenho a certeza que sim, que já viu, às vezes, ou você nunca foi para o quarto do meu irmão desde que você aqui chegou, querida? - Edgar ria-se, cada vez mais divertido.

- Sim... Eu quero dizer, não...! Desculpe-me, eu devo ir embora! - respondeu Rita, virando-se para sair.

Mas Edgar segurou no braço e puxou-a para perto dele, beijando-a nos lábios com ternura. Rita ficou chocada! Não tinha a certeza se deveria correr, gritar, empurrá-lo ou simplesmente deixar-se levar, ela nunca se tinha sentido tão confusa! Edgar, por sua vez, sorriu para ela. Puxou-a para mais perto e beijou-a novamente com mais vigor enquanto deslizava a mão para baixo, agarrando firmemente os seus seios.

Aí, uma campainha despertou Rita para o que estava a acontecer e fez com que esta voltasse a si mesma. Ela empurrou Edgar para longe e correu para fora do quarto, deixando as roupas para trás. Rita correu escadas abaixo para a sala dos empregados a chorar e sentou-se na janela, olhando para o céu e rezando com todo o seu coração para que chegasse rapidamente o dia em que estaria com o seu grande amor, Arthur.

Os dias foram passando e Rita nunca disse uma palavra sobre o que aconteceu naquela manhã. Pouco tempo depois, ela descobriu que a chegada de Edgar se devia devido ao seu casamento com Adele, uma jovem senhora da rua principal da aldeia. Ela conheceu-a num jantar de família. Era uma rapariga bonita. Não era alta e era um pouco gorda, mas tinha um rosto bonito e belos cabelos com cachos castanhos.

Uma tarde, cerca de 2 semanas após a chegada de Edgar, num dia muito quente, Rita foi convidada a levar bebidas ao quarto de Edgar. Ela não estava feliz com a ideia, já que ela evitava-o como se ele fosse a peste. Infelizmente, não tinha hipóteses de se escapar desta vez. Ela bateu na porta do quarto e não ouviu nenhuma resposta. Bateu novamente, mas nada.

Pensou que talvez ele estivesse a dormir ou até ausente do quarto, mas ela podia ouvir a música que saía de lá. Rita cuidadosamente virou a maçaneta da porta e entrou muito devagar. O quarto estava vazio. A porta dos fundos estava ligeiramente aberta, era de lá que a música vinha! Ela disse para si mesma que o melhor seria deixar a bebida aqui e sair, mas a curiosidade venceu! Ela sabia que a porta levava para a casa de banho, mas ainda assim ela estava estranhamente atraída para a porta ligeiramente aberta.

Lentamente, ela aproximou-se da porta e espreitou lá para dentro! Edgar estava na água a cantarolar a música que estava a tocar no gramofone! Em seguida, ele levantou-se e estendeu a mão para os cigarros! Acendeu um e voltou para a banheira.

Rita ficou estranhamente fascinada pela cena e não conseguia arredar pé. Edgar pegou numa toalha e saiu do banho. Rita ficou parada, sem sequer respirar! A visão de Edgar, nu, fê-la imaginar o dia em que ela fizera amor com Arthur. Ela teve que admitir que Edgar era muito bem constituído e tinha uma melhor aparência do que Arthur! Ele era mais alto e o seu corpo era semelhante a um dos homens que vira em pinturas no salão da casa.

Ela estava confusa e agora com medo, quando viu Edgar a mover-se em direcção da porta! Ela tentou sair rapidamente, mas o copo na sua mão escorregou e partiu-se no chão! Ela baixou-se rapidamente para pegar os cacos, mas, segundos depois, Edgar saiu da casa de banho com um sorriso no rosto. Ela levantou-se para sair, mas Edgar correu atrás dela, acabando por pisar um vidro!

- Oh, o que você fez? Olhe para o meu pé Rita, pare! Estou ferido! - disse ele em voz alta, dando um pequeno grito.

Rita parou e olhou para baixo, para os pés dele. O pé esquerdo estava a sangrar e ela podia ver gotas de sangue!

- Ajude-me por favor, Rita, dê-me um lenço da gaveta de cima, no armário à esquerda!

Ela foi buscar um e regressou para junto de Edgar, com medo e quase em lágrimas.

- Desculpe senhor, eu não sabia!

- Já vi pior! - disse Edgar, com um sorriso.

- Por favor senhor, pode cobrir-se? Estou muito confusa! - perguntou Rita desesperadamente a ele.

- Por quê? Você já viu tudo o que tinha que ver de qualquer maneira!

- Senhor, isto não é ético! - respondeu ela, algo séria, entregando uma almofada a Edgar para este cobrir-se.

- Eu gosto quando você faz essa cara, querida! - disse Edgar agora num tom sedutor que chocou Rita!

Ele atirou a almofada para um canto e caminhou em direcção de Rita, agarrando-a pelos ombros! Ele empurrou-a para a cama e segurou-a, fazendo-a olhá-lo nos olhos. Sorrindo, ele beijou-a enquanto ele a segurava ainda com um braço, puxando-lhe a saia e rasgando as suas roupas.

Rita tremeu de medo! Ela tentou gritar, mas nenhum som saiu! Ela estava com medo de reagir. Edgar forçou o seu pénis dentro dela violentamente enquanto cobriu a boca dela, para impedi-la de gritar. Ele penetrou o mais forte que podia. Conseguia sentir o corpo dela a opor-se à sua vontade, mas isso deixou-o ainda mais excitado! Ele penetrou mais rápido e mais profundo, até que ele não conseguiu aguentar por mais tempo o seu desejo...!

Rita soltou um grito agonizante que encheu a casa! O seu choro encheu o ar, nos seus gritos podia-se sentir medo e dor...

Em apenas alguns segundos Arthur entrou no quarto e, sem hesitação, correu para eles! Deu um soco a Edgar com toda a sua força fazendo Edgar cair para trás e bater na parede! Em seguida socorreu Rita, cobrindo-a com um lençol. Em seguida, os pais de Arthur e Edgar chegaram junto com um casal de criados e Carmen, que estava desfeita em lágrimas.

- O que vem a ser isto? - perguntou o pai, com uma voz áspera.

- Pai, não vê que Edgar violou Rita? Aquele estafermo hediondo! - resmungou Arthur, enraivecido.

- Vá...! Não vamos tirar conclusões precipitadas! Ela tem-me tentado! Foi ela que me desafiou! Eu estava no banho! Eu sou apenas humano, no fim de contas! Ela é que me provocou, essa puta vadia!

- Como é que você ousa chamá-la de puta! Seu cabrão nojento! - Arthur começou a gritar com Edgar, cuspindo na cara dele.

Numa questão de segundos, estava novamente em cima dele a bater-lhe! Os criados tentaram acalmar Arthur e agarrá-lo, afastando-o do irmão.

- Ela tentou-te? Você é mesmo um imundo mentiroso! Você disse o mesmo sobre a Mariah e a Jade! Ambas tinham provocado você! Pai, como pode você acreditar nesse monstro? Mãe, diga alguma coisa! - gritou Arthur.

- Você está a fazer uma cena, Arthur! Não levante falsos testemunhos sobre o seu irmão...não temos nenhuma prova do que você diz! - resmungou o pai de ambos.

- Provas? Está aqui a prova clara como o ar que respiramos! Pai, ele já fez isso e você sempre cobriu a merda que ele fez! Ele a violou, pai! Ele violou a minha amada!! - explodiu Arthur, sentando-se ao lado de Rita, segurando-a firme e acariciando-a.

- Amada? Você ama essa puta?! - perguntou Edgar, rindo-se.

- O seu amor? Você está doido, Arthur? Como é que você pode estar apaixonado por uma vadia? Tentar um homem que está prestes a casar-se em nossa casa, depois de tudo o que fiz por ela? Esta é a maneira dela retribuir a nossa bondade? Ponham essa puta fora da minha vista duma vez por todas! - ordenou a mãe de Arthur e Edgar, confusa e com raiva.

- E você Carmen, você deve ver que tipo de pessoas é que emprega aqui! Eu sabia desde o princípio que ela tinha tudo, problemas incluídos! - gritou a senhora, quase colérica.

- Mãe, eu imploro-lhe para ver a verdade, lá no fundo você sabe que Rita é inocente! Ela é melhor que o animal que tenho como irmão! - suplicou Arthur, com voz trémula.

- Cuide da sua língua! Arthur, eu estou a avisá-lo! A minha paciência tem limites! Você deveria ter vergonha de falar assim do seu irmão! Só de pensar que ele era capaz de semelhante coisa é quase revoltante! - trovejou a mãe, ainda mais irritada.

- Você sabe que é verdade, mãe! E você permite... Sabe o que é revoltante? Toda esta família é revoltante! Isso deixa-me doente, só de pensar que compartilho o mesmo sangue que a senhora! Na verdade, se você está a expulsar a Rita, eu vou com ela! Eu amo-a, mãe! Amo-a com todo o meu coração e alma! Nem você, nem ninguém, pode fazer algo quanto a isso!

A mãe de Arthur e Edgar virou-se para Rita e diz:

- Saia da minha frente, sua puta ingrata! Você desonrou esta família! Quanto a você, Arthur, você não me chama mais de sua mãe de novo! Você deve deixar esta casa de uma vez! Você não faz mais parte desta família! O único herdeiro de nossa fortuna será Edgar! Você manchou o bom nome e reputação desta família! Você nunca mais vai-se chamar de nosso filho! Desapareçam daqui! Agora! - explodiu a senhora.

Ela virou as costas e saiu, seguida por Carmen, que estava completamente desesperada!

- Senhora, deve repensar sobre isto! Ele é da sua carne e sangue! Lamento dizer-lhe, mas ele é seu filho depois de tudo! Ele não fez nada de errado! - disse Carmen soluçando e chorando.

A senhora parou e disse:

- Eu tinha um filho chamado Arthur... Mas... Ele morreu...!

E sem mais delongas, continuou a andar.

*De volta à actualidade...*

Mikel suspirou e continuou.

- A Rita e o Arthur eram os teus avós... Eles tiveram uma filha, a quem chamaram de Serena, mas como o irmão do teu avô, o Edgar, fora o único herdeiro dos teus bisavós paternos, eles tiveram que mantê-la escondida durante 17 longos anos... A tua mãe nunca foi para a escola nem nada, porque eles tinham medo que a tentassem raptar ou fazer-lhe mal! Quanto aos títulos de família, de acordo com o testamento de Sir Wallace Yuga, o teu bisavô paterno e do diário que encontrei, o teu avô Arthur nunca teve direito a nada! Nem mesmo ao nome de família! As propriedades e os títulos a que ele tinha direito, passaram para o seu irmão! Tu falsificaste os documentos, mas eu encontrei os originais! Mas...! Ainda há mais! O Edgar acabou por ter filhos 19 anos depois! O filho dele teve descendentes e o mais incrível de tudo... É que o último dos descendentes da família Yuga está aqui presente! O legítimo dono do título que tu roubaste é... Howl! Ele é teu primo e é o verdadeiro Barão de Gales!

- Wow!!! - exclamaram todos, completamente surpreendidos!

- O quê? Não posso acreditar!! - gritou Howl, levantando-se.

- Mas é a mais pura das verdades! Tu és um Barão! - declarou Mikel, com um sorriso triunfante.

Com um ar de louca, Artemisa começou-se a rir! As suas gargalhadas ecoaram pelo espaço todo, parecendo que não era apenas uma, mas dez ou mais Artemisas a rir malevolamente! Todos se encolheram, levemente amedrontados!

- Estou a ver que tu e o teu pupilo Michi fizeram um bom trabalho! Pena que ele não esteja mais entre nós para saber o resto da história! - ironizou Artemisa, com um sorriso mau.

- Pois não, tu mataste-o! O que tu não sabes é que ele já se tinha apercebido dos movimentos dos espiões que tu tens! Ele preparou uma série de documentos e enviou-os aos meus restantes pupilos, para que eles os entregassem a mim! Eu já sei de tudo! Tu andavas a planear uma enorme conspiração contra os governadores! Pretendias que Milú abdicasse a teu favor, para assim conseguires colocar o povo das Terras do Sul a lançar uma ofensiva contra o povo das Terras do Norte! Quando Milú abdicasse, George faria o mesmo a favor do filho! Aí, tu matavas Kojiru, através de um atentado! Tu sairias impune do homicídio e algum inocente seria acusado injustamente do crime! Muito provavelmente eu ou o Howl! Como eu sou o Chefe dos Conselheiros das Terras do Norte, a minha imagem ficaria completamente arruinada! Tu ficarias a governar sem rivais!

Artemisa começou-se a rir ainda mais alto e a bater palmas.

- Bravo! Que grande detective que tu me saíste, Lord Mikel! Parabéns! É isso mesmo! No entanto... Creio que existe um último segredo a meu respeito que tu ainda não sabes...! Como eu sou tua amiga, vou ter todo o prazer em partilhá-lo contigo!

De repente, Artemisa tirou um envelope do bolso e entregou-o a Mikel. Este abriu-o e retirou de lá uma fotografia! Uma fotografia de Ángel!


- Onde... Onde é que tu foste arranjar esta fotografia? Ele... Tirou esta fotografia para mim...! No dia... No dia...! - Mikel gaguejava, sem palavras!

- Sim! No dia em que ele te pediu em casamento! Esse maldito miúdo! Pagou bem caro a insolência de não querer sequer ser meu amigo! Como é que ele se atreveu a escolher-te a ti?!? - rosnou Artemisa, com raiva.

- O quê?!? Onde é que tu arranjaste isto?!? Espera lá...!! O que é que tu queres dizer com isso, Artemisa?!? - Mikel parecia estar prestes a ter um ataque!

Artemisa aproximou-se de Mikel e incapaz de se conter por mais tempo, berrou:

- Mikel... Fui EU!!! Fui EU quem mandou assaltar a casa do Caim! Fui EU quem deu a ideia de chamar o Caim para vir lutar ao lado de Jéssica! Sou EU quem tem feito chantagem com ele, ameaçando que matava os pais dele, para que ele te mentisse e vocês se separassem! Quanto ao Ángel... Ele não morreu de acidente...! O atropelamento de que foi vítima foi propositado! É isso mesmo, Mikel...! Fui EU...! EU é que o mandei matar! Foi muito bem feito! Ah ah ah ah ah ah! - rematou Artemisa, rindo-se perdidamente!

- Ohhhhhhh! - exclamaram George, Kojiru, Caim, Howl, Mark, Tiago, Sophie, Jéssica e Milú ao mesmo tempo, completamente chocados!

- Tu...! Tu...! Tu fizeste o quê?!? - Mikel não conseguia acreditar no que Artemisa acabara de dizer!



- O que tu ouviste! O Ángel não quis ser meu! Nem sequer queria ser meu amigo! Ele dizia que tinha encontrado o seu "oka-chi ~ su lobito amado" e que nada mais lhe importava! Que finalmente era feliz!! Como se ele pudesse ser feliz ao lado de outro rapaz! Ele, que não passava de um miúdo anormal.... Que gostava de se vestir como uma rapariga!!! - trovejou ela.

- SUA...! SUA...! SUA PUTAAAAAAAA! AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! - Mikel lançou-se ao pescoço de Artemisa, completamente descontrolado, a chorar de raiva e começando a estrangulá-la! - VAIS MORRER, SUA CABRA!!! EU VOU MATAR-TE!!!!

- Agarrem-no! - gritou ela, com dificuldades, para os seus leais soldados, que continuavam sob um estranho transe!

Assim que deu ordem, os comparsas de Artemisa lançaram-se contra Mikel! Este esperneava, gritava, esmurraçava e pontapeava tudo e todos que se aproximassem dele! Parecia um verdadeiro demónio! Colocou todos os soldados que combatiam contra ele K.O. ! Howl, Caim e Kojiru partiram para a luta contra os restantes soldados! Mark e Tiago ajudavam Jéssica, Sophie e os governadores a afastarem-se para a porta dos fundos, assistindo a tudo, completamente escandalizados!

- ELE ERA A MINHA VIDA, SUA CABRA!! E TU MATASTE-O!! EU JURO QUE VOU ACABAR CONTIGO!!! NEM QUE SEJA A ÚLTIMA COISA QUE EU FAÇA NESTA VIDA!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! - gritava Mikel, totalmente enraivecido, voltando a aproximar-se de Artemisa, disposto a acabar com ela com as suas próprias mãos!

Lá fora, um trovão gigante ecoou. Todo o espaço estremeceu com o barulho. Com o impacto, todos ficaram imobilizados por breves instantes. Uma chuva intensa começou a cair. Artemisa sacou de uma pistola e apontou-a.

- Ai ai...! Chega de conversa! Está a começar a chover! Já viram? Vou ter de me molhar para ir embora daqui! Enfim...! Vamos lá a acabar com isto de uma vez por todas! Jéssica, aceite renunciar a meu favor! Eu vou-me embora com os meus soldados e deixo-vos escapar com vida, na condição de nunca mais me incomodarem! Parece-me um bom acordo!

Jéssica riu-se, completamente indignada! Apesar do medo, a indignação que crescia dentro do seu peito era ainda maior!

- Nunca!! Você irá levar este país à ruína! Você não passa de uma louca, assassina, que vive num mundo completamente à parte do nosso!!

- Sendo assim, minha querida... Bye-bye!!


- Nãoooooo! Jéssica!!! - gritaram Kojiru, Milú, George, Caim, Howl, Sophie, Mark, Tiago e Mikel ao mesmo tempo!

- Oh!!!! - exclamou Jéssica, assustada.

- Mikel!!! - gritaram Howl, Caim, Mark, Kojiru e Tiago.

Mikel colocara-se à frente de Jéssica. A bala atingiu-o em cheio no peito. Por momentos, ele pareceu ficar suspenso no ar, mas logo a seguir caiu lentamente para trás, com um ar de surpresa espelhado no rosto.

[Continua...]

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