Sphinx Talks! #1.4

Eu fiz as duas próximas entrevistas no Verão passado. No entanto, como ambas são entrevistas muito interessantes, vou postá-las aqui para vocês lerem! Espero que gostem!

No passado dia 4 de Julho, desloquei-me ao Casino Estoril para entrevistar o elenco do musical “Rapazes Nus a Cantar!”. Estamos a falar de um espectáculo musical que envolve dança, canto e representação, livre de pudores. Trata-se de uma comédia musical, ao melhor estilo Vaudeville, contando já com 16 anos de existência!

Este espectáculo tem tido um enorme êxito no mundo inteiro e muito recentemente, o próprio Robert Schrock, o autor original deste musical, teceu rasgados elogios não só ao elenco da versão portuguesa, mas também à Direcção Musical e à Encenação, a cargo de Nuno Feist e Henrique Feist, respectivamente. Dispam-se de preconceitos e venham daí conhecer um pouco mais dos... “Rapazes Nus a Cantar!”

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[Sphinx]: Quando se inscreveram para fazerem os castings para este musical, vocês já tinham uma ideia do que iria acontecer, caso fossem seleccionados?

[JP]: Já sim. O espectáculo já tinha acontecido há seis anos atrás, portanto nós já tinhamos pelo menos uma ideia que era um musical nu e que, se fizéssemos este musical, à priori íamos ter que estar nus e fazer um espectáculo completamente nus.

[André Oliveira]: Eu por acaso não. Nunca tinha visto o musical. É claro que sabia que teríamos de estar nus em palco. Portanto, fiquei assim um bocadinho... [risos]

Então no teu caso, o que é que te convenceu a participar? O que é que te atraiu a "concorrer" ao casting?

[André Oliveira]: É assim... Eu não tenho problemas com a nudez. Acho que é um corpo, mais nada. O que me levou a fazer o casting foi o gosto pelo palco, o prazer de trabalhar com o Henrique, com quem nunca tinha trabalhado. Este é o meu primeiro grande espectáculo, digamos assim. Trabalhar com o Henrique Feist é, digamos assim, "qualquer coisa"! [risos]

[Pedro Paz]: Eu quando vim ao casting... Bom, no meu caso é como o JP... Eu já tinha a noção do que iria acontecer em palco, porque sabia que era um musical nu. Já sabia o que iria acontecer, porque embora não tinha visto o que aconteceu no espectáculo de 2009, conhecia o musical americano, não por ter ido lá ver, mas por ter assistido a vídeos de 2007. Sabia mais ou menos o que é que era este musical, mas não sabia como é que o Henrique iria fazer a encenação. Em relação à nudez, sim, vim fazer o casting, porque não tenho problemas com a nudez. Se tivesse, acho que não viria! [risos]

Vocês já tinham formação nesta área ou este espectáculo é a vossa estreia enquanto actores?

[Fábio Constantino]: Para mim, sim! Eu sou acrobata de profissão, este é o primeiro espectáculo que faço como actor, cantor e protagonista. Aliás, aqui todos somos protagonistas. Já tinha feito outros musicais, mas sempre papéis pequenos e com o principal ênfase em acrobacia aérea. Lá está, é a minha área. E pronto, aqui estou, sou um dos oito rapazes! [risos]

[João Lopes]: Esta é também a minha estreia. Eu sou bailarino profissional, este é o meu primeiro grande trabalho enquanto actor e cantor. Estou a adorar!

[João Albuquerque Alves]: Esta é a minha primeira vez a actuar, a nível profissional. Apesar de já ter feito algumas coisas amadoras, estar assim num palco, a trabalhar com alguém como o Henrique Feist, é de facto a primeira vez.

[Marcelo Rodrigues]: Eu já me tinha estreado profissionalmente, até porque eu estudei Teatro e Cinema. Teatro Musical nunca o fiz, esta é a primeira vez. Está a ser um grande prazer, porque é aquele sonho que tinha desde pequenino de fazer um musical! Um musical é giro, mas nunca pensei concretizar esse sonho! Quanto a Teatro e Cinema sim, tudo bem, até porque estudei para isso e participei em algumas coisas, portanto agora estou a estrear-me em Teatro Musical. Está a ser uma experiência bastante agradável e estou a aprender muito!

Em quê que já trabalhaste no Cinema?

[Marcelo Rodrigues]: Eu estudei em Londres, mas ainda não fiz grandes trabalhos. Em Londres participei em algumas Curtas-Metragens. Cá em Portugal, até agora só fiz Teatro, mais "straight acting".

[JP]: Este é o meu quinto musical, aqui em Portugal. Já trabalhei em Lisboa e já trabalhei no Porto. A formação que eu tenho tentado obter é sempre ao encontro disso, ao encontro do Teatro Musical. Juntas a isso o facto de trabalhar com o Henrique Feist, que é o número 1 em termos de conhecimento e de formação em Teatro Musical aqui em Portugal, uma vez que ele já estudou fora e se formos ter com alguém que saiba de Teatro Musical e da sua história, tudo o que é a essência do Teatro Musical, o Henrique sabe, portanto... Poder trabalhar e fazer um musical com ele e com o irmão, o Nuno, que também conhece muito bem o Teatro Musical e que é outra pessoa que é incrível, um verdadeiro génio... Eu acho que é uma honra poder trabalhar com eles e poder dizer que estamos a fazer Teatro Musical com eles! E que fazemos parte disso!

[André Oliveira]: E que fazemos um bom Teatro Musical! [risos]

[JP]: Sem dúvida!

Qual a vossa opinião sobre este musical? Qual o feedback que vocês retiram desta experiência?

[André Oliveira]: É a melhor experiência possível. Sempre que nos colocam essa questão, nós referimos o Henrique. Começar assim, como eu, que é a minha primeira vez a fazer um musical e ser logo a trabalhar com o Henrique... Envolve uma preparação, um trabalho muito grande, enfim, tudo! Mas... É simplesmente fantástico!

[JP]: O musical em si é muito bom. Tens um espectáculo criado pelo Robert Schrock [o autor original de "Rapazes Nus A Cantar"], mas que é feito por 15 compositores completamente diferentes. Cada um deles criou a sua música e cada música deste musical nasceu graças a isso. Juntas a isso o espectáculo e depois uma encenação, uma coreografia, uma direcção musical e o resultado final é de que o espectáculo ganha uma outra dimensão! O musical em si é, como já referi, muito bom! Trabalhar com pessoas como o Henrique, o Nuno, a Paula Cadete, que é a nossa coreógrafa, é completamente diferente e vai, obviamente, engrandecer não só o espectáculo, mas também a nós! Nós estamos a aprender. Estamos a fazer Teatro Musical. É certo que isto é trabalho, mas nós estamos sempre a aprender! Eles são pessoas que trabalham nisto há 20, 30 anos. Já trabalharam com mil e uma pessoas e nós estamos a "beber" deles. Estamos a ganhar a sabedoria deles. Estamos a aprender daí, directamente da fonte. É por isso que é muito bom, nós estamos a ganhar experiência, não é só o musical em si.


[Pedro Paz]: Acho que por sermos jovens artistas, somos autênticas esponjas, sugamos tudo! [risos]

[Marcelo Rodrigues]: Qualquer actor vai estar sempre a aprender. O trabalho de actor nunca acaba. É uma eterna rotina. Estás sempre a aprender. Trabalhas na rua, trabalhas no Teatro, aprendes sempre alguma coisa com os teus amigos, com os teus colegas, com os teus Encenadores, portanto é sempre bom. Neste musical, tens o facto de estar nu, que também te ajuda a desbloquear coisas em ti, em termos de corpo, em termos de confiança. Abres os teus horizontes. Se futuramente tiveres de fazer algum trabalho onde tenhas de estar despido, provavelmente não será tão complicado como foi agora, no início. Acabas por estar sempre a desbloquear novas coisas em ti e eu acho sinceramente que isso é muito bom!

Vocês consideram fácil estarem nus no palco?

[Geral]: Sim, eu acho que isso é o mais fácil! [risos]

[JP]: A plateia que vem assistir ao musical, passados dois minutos esquece-se de que nós estamos nus. Eu acho que nós próprios, em espectáculo, não nos lembramos que estamos nus. Tudo bem que temos mil e um figurinos, que nos vestimos e despimos, mas o facto de estar nu já é uma coisa completamente "vulgar", para nós. Eu falo por mim. Na audição quando nos disseram: "Vá, agora vamo-nos despir!". Eu pensei: "Hurgh! Vamos a isto!" [risos] Só que no momento em que me despi, passados dois segundos, estávamos todos nus e então foi tipo: "Okay, estamos todos nus! Já não há mais nada! Agora vejam, se gostarem muito bem, se não gostarem... Tchau!" [risos]

[Fábio Constantino]: Curiosamente, comigo foi um bocado engraçado porque eu tenho dificuldades com as coreografias e a movimentação... Tipo se for no ar, muito bem, agora no chão... É mais difícil! [risos]

O Henrique tem de criar uma peça em que possas andar nu a fazer acrobacias! [risos]

[Fábio Constantino]: Eu bem tentei, mas ele não quis! [risos]

[Henrique Feist]: É verdade, ele bem quis! [risos]

[Fábio Constantino]: Na audição, eu aprendi a coreografia vestido e passadas umas quantas vezes, sentia-me estranho, as coisas não fluíam naturalmente. [risos] Assim que me despi, pensei: "Agora vai ou racha!" [risos] Fiz tudo bem logo à primeira, sem erros. Foi lindo e maravilhoso! [risos] Pensei: "Que fixe! Afinal estar despido é mais fácil do que aquilo que eu imaginava!". [risos] E pronto, se calhar até me ajudou a entrar no papel, porque depois quando recomeçamos a trabalhar nas coreografias, voltei a estar vestido e já não foi assim tão bom! [risos]

[Marcelo Rodrigues]: Estar despido é um desbloqueador.

[Pedro Paz]: Há sempre uma primeira vez! [risos]

[Marcelo Rodrigues]: Para mim estar despido são coisas que se fazem. Eu quando fiz um exercício em que fiz de Ricardo II, na cena que se passa na prisão, fazia-o despido. Não para tanta gente, é certo, era uma coisa muito mais pequena. Portanto, eu já tinha actuado nu. Quando estava em palco, pela primeira vez, para fazer este espectáculo, estava pouco à-vontade. Mas, a partir do momento, em que começas a falar, a cantar... A partir do momento em que começas a entrar na personagem, tu esqueces-te completamente. Eu esqueci-me e continua a acontecer! Não me custa nada, quando estou nos bastidores ou nos agradecimentos! No entanto, quando me cruzo com pessoas que já me conhecem, é um bocado constrangedor! [risos] Isso é algo muito engraçado, porque este é um espectáculo onde tu estás muito à-vontade, mas quando acabas, pensas: "Ui! E agora?" Isso acontece porque aí já és tu próprio, não a personagem!

Já vos aconteceu alguma situação constrangedora, enquanto actuavam?

[André Oliveira]: [risos]

[JP]: Conta-nos, André! [risos]

[João Lopes]: Eu conto! [risos]

[JP]: Contam os dois! [risos]

[João Lopes]: Uma das coisas que me aconteceu foi no número em que faço de criada, um certo indivíduo da plateia começou a abusar, pois fartou-se de lançar imensos elogios... Eram bons elogios, mas achei aquilo exagerado e desnecessário. Ele falava tanto e tão alto, que mesmo eu estando a cantar, conseguia ouvi-lo. Mas tirando isso... Olha, eu assumi a minha personagem e fiz-lhe um ar "daqueles", do tipo: "Morre!" [riso geral]

[André Oliveira]: Um momento constrangedor? Normalmente é esquecer-me da letra!

E piropos? [risos]

[André Oliveira]: Eu sou o único que não recebe piropos! [faz carinha triste] [riso geral]

[JP]: Ohhhh, tadinho! [riso geral] Ele recebe sim! Recebe piropos do género: "Oh amor, estamos aqui!" E também: "Faz-me um filho!" [riso geral]

[André Oliveira]: O que é que queres que eu diga a essas pessoas? [risos]

[Pedro Paz]: Eu posso dizer que em relação à minha personagem... Sim, há alturas em que me sinto constrangido porque vejo caras estranhas a olharem para mim, a pensarem: "Oh meu Deus, o que é que ele está a fazer?" [risos] A minha personagem é uma vedeta porno que em cena tem determinadas “posições” e ainda por cima, eu estou nu e estou em posições que por vezes deixam o público desconfortável e eu também, às vezes. Agora já menos. No início estava desconfortável e sim, essa foi uma das situações mais constrangedoras para mim, em cena. Houve outra situação constrangedora, que ocorreu na estreia, em que tenho de subir as escadas sem olhar para os degraus e foi constrangedor porque eu, antes de começar a subir as escadas, pisei uma grande poça de suor. Nós dançamos muito e suamos, o que é normal. Eu pisei a poça mesmo à boca da escada e para subir, foi complicado! [risos] Foi complicado ter que subir a escada de metal com o pé a escorregar! Eu só pensava: "Oh meu Deus! Eu vou-me espalhar, completamente!" [risos] Mas pronto, correu bem!

Vocês acham que os temas abordados são suficientes? Pensam que valeria a pena explorar outras situações do universo masculino?

[JP]: Eu acho que não. Neste musical tanto tens temas que falam da definição de pénis, do que é um pénis, como da etimiologia do pénis e do corpo. Tens um quadro da circuncisão, tens quadros de amor, não necessariamente do amor homossexual [entre homens], mas do amor do homem, do amor masculino, da perda de um pai, da perda de um irmão, da perda de um namorado. Também tens quadros em balneários, como tens quadros de artistas, tens quadros de vedetas porno, tens quadros de criadas. Tens uma panóplia de quadros, de músicas, que são completamente diferentes em todos os quadros e todas elas retratam o corpo do homem e nem vejo de que mais formas tu poderias retratar e ver o corpo do homem, porque tens mesmo de tudo, aqui. Tens de tudo um pouco.


Um vídeo com uma das canções que os Rapazes interpretam: "Bater à mão!" 
[No espectáculo fazem-no nus, evidentemente!]


Enquanto actores que dão o corpo ao manifesto - salvo seja! - [risos], qual o vosso feedback?   

[André Oliveira]: O feedback tem sido óptimo. Muito bom, penso que falo em nome de todos.

[JP]: Bastante positivo!

[André Oliveira]: Aplausos de pé, é o que eu tenho a dizer! [riso geral]

Cada um de vocês tem o seu "momento de glória", através dos solos. Foi fácil para vocês aprenderem o vosso solo?

[Geral]: Não! [risos]

[João Lopes]: Eu posso falar do meu solo. A parte da dança não é, de todo, complicada para mim. O desafio, isso sim, foi juntar as três vertentes - Dança, Canto e Teatro. A isso, somas a respiração. Aí residiu o meu desafio. Mas também sinto que o estou a superar de dia para dia, o que é óptimo.

[Marcelo Rodrigues]: Eu posso dizer que, ainda na 5ª feira passada, me enganei na letra. Quando tu fazes Teatro Declamado, se tu te enganas num texto, é muito mais fácil improvisar. É muito mais fácil fazê-lo num texto do que uma música. Aqui, tu tens o piano por detrás. Tens uma métrica para seguir, tens um ritmo... É muito mais complicado! Foi a primeira vez que me aconteceu e realmente passei a dar o devido valor à dificuldade que isso é, porque realmente é difícil! É muito mais complicado do que se estiveres a declamar!

[Fábio Constantino]: Eu achei muito difícil! Eles deixaram a minha coreografia para o fim e como eu sou muito bom, não tive problemas nenhuns...! [risos] Agora a sério, eu tive um bocadinho de dificuldades nesse aspecto. O meu solo é um bocado "outside of the box". Eu vou de encontro ao público, porque o meu solo é mesmo aqui à frente e estou ali a conversar com eles, porque aquilo no fundo é uma conversa e a interpretação não é algo que eu esteja de todo muito à-vontade, mas tenho alguma facilidade com isso. Mas o desafio lá está, é tentar pensar em tudo ao mesmo tempo e conseguir fazer os passos marcados, a coreografia, cantar ao mesmo tempo e estar a pensar o que vem a seguir: subir escadas, descer escadas, falar para x, apontar para y, fazer a coreografia e pronto, acabar tudo. Estou a conseguir fazer isso tudo. Mas foi difícil, por ter sido a última coreografia a ser criada. Foi um bocado complicada, com o timing da estreia do espectáculo, acabou por ser um bocado assustador. Mas fora isso... Correu bem.

Depois desta experiência terminar, vocês pensam seguir uma carreira artística?

[Fábio Constantino]: Aiiiii, não! Eu quero ir trabalhar para a Zara! [risos] Eu adorei, gostei muito, o Henrique é espectacular, mas... Não me apetece mais! [risos] Agora a sério, eu acho que dentro da área do Teatro Musical eu quero explorar muito mais e já estou um bocadinho farto da acrobacia aérea, para ser sincero. Por isso, sim! Se tiver a oportunidade de continuar e se as coisas correrem bem para mim, espero em breve conseguir fazer mais alguma coisa.

[João Lopes]: Eu faço das palavras dele as minhas. Enquanto bailarino, agora que experimentei Teatro e Canto, não quero outra coisa!

[Marcelo Rodrigues]: Eu não me quero focar só no Teatro Musical, quero fazer mais coisas. Em termos artísticos, é uma experiência única. É a primeira vez que estou a fazer isto, mas quero continuar se possível, claro, a fazer Teatro Musical e também Teatro "Normal", que é a minha primeira paixão.

[Henrique Feist]: Teatro Normal?

[Marcelo Rodrigues]: Não sei como se diz em português! [risos] Straight Acting! [risos]

[Henrique Feist]: Diz-se Teatro Declamado! Straight Acting seria Representação Hetero! [riso geral]

Para além do musical, vocês estão a trabalhar em mais algum projecto?

[André Oliveira]: Neste momento, não. A seguir, sim.

Algum projecto com o Henrique?

[Pedro Paz]: Não sei. Henrique, o que tens em mente agora? [riso geral]

[JP]: Nós estamos a criar e a trabalhar num projecto musical. O bom do Teatro Musical também é isso. Para fazeres Teatro Musical, tens de ter formação base em 3 áreas: Dança, Canto e Teatro. Tendo uma boa formação em Teatro Musical, tu podes sair daqui e podes trabalhar noutros tipos de espectáculos, que não só o Teatro Musical. Por isso é que o Teatro Musical é bom, porque te dá essa versatilidade. Neste momento não há projectos [fora do projecto que estamos a criar], mas penso poder falar em nome de todos: se depois deste espectáculo terminar, nós recebermos alguma proposta, seja um concerto, uma peça de teatro, acho que sim, é tudo trabalho! Num país onde efectivamente a Cultura está a morrer e a oferta de emprego é cada vez menor no que toca às Artes, sendo que todos os anos saem das universidades centenas de pessoas licenciadas, entre elas, actores e bailarinos. Infelizmente, não há trabalho para todos, por isso é bom tu teres uma formação que te dê versatilidade nisso e que te permita trabalhar em outras áreas, ao invés de te focares exclusivamente numa só coisa.

[Marcelo Rodrigues]: Isto é uma área em que não podes ficar à espera que te convidem para alguma coisa. Tens de batalhar e nunca desistir. Esta área é das áreas mais complicadas de se arranjar trabalho e se não fores uma pessoa persistente, que vai atrás daquilo que ama, daquilo que gostas... Estás perdido! Não podes pensar que te vão convidar! Tens de trabalhar muito e não desistir, mesmo!

[Pedro Paz]: O fundamental é seres optimista e seguires sempre em frente!

[João Albuquerque Alves]: E tens de ter um bocadinho de sorte! [risos]

[JP]: O Teatro Musical neste momento está a crescer em Portugal e nota-se que o público português começa a ganhar interesse, o que é muito bom, pois isso vai aumentar as ofertas de trabalho.

Vocês referiram que estavam a criar um musical. Podem adiantar algum pormenor?

[JP]: O Henrique, na nossa primeira reunião, deu-nos como “presente” a oportunidade de nós, enquanto elenco, criarmos um espectáculo nosso, aqui no auditório. O auditório começou agora a albergar espectáculos novos, todo o tipo de espectáculos. Nós queremos criar um espectáculo nosso. E assim, estamos a criar um musical nosso, que há-de ir para cena daqui a algum tempo.

[André Oliveira]: Esperem por mais novidades, brevemente! [risos]

Gostariam de deixar uma mensagem aos vossos fãs?

[Geral]: Dispam-se de preconceitos e venham ver os "Rapazes Nus a Cantar", no Casino Estoril!


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Eu adorei o musical e espero que o Henrique Feist, um dos próximos entrevistados no "Sphinx Talks!" o volte a encenar!

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