Sphinx Talks! #1.2 [PT]

Na entrevista de hoje, trago até vocês um humano que muitos de vocês já ouviram falar! Alguns até já tiveram a oportunidade de o conhecer pessoalmente! Ele é um jovem escritor, de 27 anos, que já publicou até agora 5 livros, numa Saga intitulada: "Dois Mundos"! Fiquem a conhecer um pouco mais sobre... Pedro Xavier!

Qual a tua personagem favorita?

Engraçado, perguntaram-me isso à pouco tempo no Goodreads![risos] Essa pergunta e todas as relacionadas com o que sinto em relação aos personagens, situações e locais descritos na série Dois Mundos são, para mim, complicadas de responder. [risos] Mas ao pensar no assunto, acabei por admitir que Davis é o personagem que mais puxa por mim. [risos] Poderá ser pela maneira de ser dele, de como tem crescido ao longo da série ou por não desistir com facilidade de Pedro, com o passar do tempo acabou por se tornar no meu favorito! ^_^


Qual a personagem que menos gostaste?

É-me difícil não gostar das personagens que crio com o tempo. Apesar de todos os seus defeitos, até o maior vilão é uma peça importante na história e consegue arrancar-me pelo menos uma réstia de sentimento positivo, nem que seja pela forma como lida com a sua própria vida e dilemas.


Em que te inspiras para escrever?

Para escrever inspiro-me na minha vida, principalmente, e nas pessoas que a compõem, mas também recorro muito à natureza, aos mitos, aos meus desejos e ao que acredito. Pode ser a borboleta que me pousou no ombro durante um intervalo na Universidade, a sensação de ver uma pessoa querida ou a forma como uma música se enquadra na perfeição numa determinada situação, penso que consigo encontrar inspiração um pouco em todo o lado e em todas as pessoas. [sorri] É por esse motivo que costumo ter sempre comigo uma forma de guardar esses pedaços da realidade, seja um caderninho de bolso, o telemóvel ou o pc.


Tens algum ritual?

Acho que não tenho propriamente um ritual, mas mais um conjunto de hábitos que se repetem por vezes quando tenho vontade de escrever. É como ligar o pc e escolher logo uma música específica. Gosto muito de ouvir música enquanto escrevo.


Existe algum local onde gostes mais de escrever?

Costumo escrever mais no meu quarto, por ser o meu “lugar seguro”, onde posso sonhar à vontade sem ser interrompido. Mas já escrevi em todo o tipo de lugares, dependendo das vontades literárias que se apoderam da minha mente já dei por mim agarrado ao caderno durante uma missa e na sala de exames depois de entregar a prova.


Qual o motivo para criares uma série de livros onde misturas romance e ficção científica?

Motivo, bem não creio que exista um motivo específico. Gosto de escrever sobre romance e aventura, e por outro lado também gosto bastante de desenvolver o fantástico e a ficção científica. Neste livro senti que todos esses géneros se complementavam e que faria sentido desenvolver a história numa linha que permitisse incluí-los a todos. Por exemplo, confesso que tenho alguma curiosidade em escrever um policial.


Existe alguma mensagem especial que tu queiras passar com os teus livros?

Existem várias mensagens nas entrelinhas dos meus livros, umas que são para eu nunca me esquecer, outras dirigidas às pessoas a quem os dedico e ainda há as que estão lá, bem visíveis e dirigidas a todos os leitores. A que considero ser mais importante por englobar todas as outras é a de que a nossa felicidade, enquanto seres humanos e habitantes deste vasto planeta, depende inteiramente das nossas escolhas.


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Na série de livros "Dois Mundos", Pedro, o protagonista, conhece Davis, um rapaz do ano 2815. Os dois rapazes viverão um amor “inter-temporal”. Acreditas que na vida real seja possível viver um amor como o de Pedro e Davis?

Se é possível viver um amor intenso e que ultrapasse os desafios impostos pela vida? Eu creio que sim. Afinal de contas tudo depende das pessoas envolvidas nesse relacionamento, da intensidade dos seus sentimentos e da forma como comunicam.


Acreditas no amor à primeira vista?

A minha crença no amor à primeira vista já teve os seus altos e baixos, a infância dos contos de fadas, a adolescência conturbada, o início da idade adulta em que a realidade muda o sentido da nossa vida, e por fim o momento presente. Neste momento sinto que o amor à primeira vista não é verdadeiro e muito menos estável, porque ao passar na rua posso-me apaixonar inúmeras vezes e não vir a desenvolver esses sentimentos de todo. Por isso deveria-se chamar “paixão à primeira vista” ou “atracção à primeira vista” e aí sim acredito! Em relação ao amor, considero que existe apenas um tipo de situação em que que poderá surgir instantaneamente, que é  “amor ao primeiro beijo”. Beijo é, para mim, o toque mais íntimo, intenso, mágico e vulnerável que poderá existir, e deste modo, a única forma de poder surgir o “amor” de uma forma súbita e inesperada. Como exemplo deixo a sugestão cinematográfica “Hoje eu quero voltar sozinho”! [risos]


Uma óptima sugestão cinematográfica! [risos] Consideras que os jovens que estão “entalados no armário” têm agora mais oportunidades de “sair” do mesmo?

Considero que a sociedade está a melhorar aos poucos a sua forma de encarar e lidar com outras formas de sexualidade, diferentes da heterossexualidade que, por demasiado tempo, foi vista como a única, natural e aceitável. E é com alguma satisfação que descubro cada vez mais histórias de jovens e adultos que souberam lidar com a homofobia e apoiaram os seus amigos ou filhos.


Achei muito curioso a forma como a Terra evoluiu desde os nossos dias até ao ano 2815, onde decorrem partes da acção. Em que te inspiraste para criar um futuro tão longínquo?

Puro desejo de uma sociedade que apoie e proteja todos, sem excepção.


Até agora já escreveste 5 livros e estás a publicar novas histórias no wattpad. É teu objectivo seres um escritor a tempo inteiro?

Gostaria de te dizer que a partir de agora me dedicaria apenas e somente à escrita, no que se considera ser a profissão de escritor a tempo inteiro, mas a minha realidade não é de todo essa. Terminei a minha licenciatura este ano e começarei a escrever a minha tese em Outubro, sobre um tema pelo qual me apaixonei, numa área que tomei como minha (apesar das adversidades que encontrei no meu percurso académico). No futuro quero ter tempo para tudo, desenvolver ciência e desenvolver a escrita, publicar artigos e publicar livros, dar aulas e dar autógrafos [risos] mas quem sabe o que o destino me reserva? Eu prefiro descobrir ao poucos e não me agarrar já a uma ideia que poderá não ser a mais certa para mim.


Achas que os jovens actualmente lêem muito? O que achas que deveria ser feito para estimular a leitura de jovens autores, como tu?

Ler mais ou ler menos, muito ou pouco. Não tenho uma forma de quantificar isso, porque apesar de haver estatísticas que dizem que a compra de livros em papel diminuiu, também encontro estatísticas que apontam para uma subida nos downloads de ebooks e para imensos registos em websites de partilhas de fanfics. Os jovens lêem, no entanto necessitam de ser incentivados, tal como acontece com as crianças e com os adultos. A leitura de obras por jovens ou novos autores só pode ser estimulada na comunidade leitora através da divulgação desses livros, seja através das redes sociais ou pelas feiras do livro e nas livrarias. Por muito bom que um livro possa ser, se não for apresentado aos leitores não será lido. Posto isto, parece-me que a nossa sociedade portuguesa necessita de investir na divulgação das novas obras, dando algum destaque a estes novos autores (jovens e não tão jovens assim, mas novos no meio), para que possam crescer como escritores.


A saga "Dois Mundos" tem tido um tremendo sucesso! Na tua opinião, quais são os motivos que levaram a este sucesso, estando no top de downloads/vendas tanto em Portugal como no Brasil?

Pois tem, mais do que poderia alguma vez imaginar! E o poder conhecer leitores e falar com eles sobre a série tem sido o concretizar de um sonho. Este sucesso em Portugal e mais ainda no Brasil, pelo que tenho averiguado junto dos leitores, deve-se à aproximação que muitos dos leitores sentiram para com os personagens e a própria história da série. Este sentimento de correlação entre a ficção e a realidade é o que leva as pessoas a gostarem de uns livros em detrimento de outros, e tenho vindo a descobrir que cada vez mais pessoas sentem que aquela é a sua história. Por outro lado, os leitores têm feito a sua própria divulgação, aconselhando os livros aos amigos e familiares, e parecendo que não, os leitores têm sido a principal força na divulgação da série pelo mundo.


O que disse a tua família quando começaste a escrever livros?

Tendo em conta que a história da série Dois Mundos se centra no amor entre dois jovens rapazes tive os meus problemas com a aceitação familiar da publicação dos primeiros livros. Mas ao olhar para trás apercebo-me que a sua reacção era pura preocupação e isso reflecte-se no apoio que me dão presentemente.


Tens mais projectos entre mãos?

Depois de ter terminado a série Dois Mundos, confesso que tenho alguma curiosidade em escrever um policial. No entanto irei esperar pacientemente, pois já tenho pensadas mais quatro histórias e não vou ter mãos a medir! Algumas dessas histórias já foram apresentadas no quarto volume da série.

Nota Minha: [Os leitores poderão acompanhar a nova história do Pedro no Wattpad!]


Uma mensagem final que queiras deixar aos teus fãs e leitores?

Esta experiência tem sido incrível para mim. E, por isso, aproveito para agradecer mais uma vez todo o apoio que têm dado à série e a mim como autor da mesma, através das vossas mensagens e críticas. Sem vocês nada disto seria possível! ^_^

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Pedro Xavier
Espero que tenham gostado! Se quiserem ser os próximos entrevistados ou quiserem dar propostas de personalidades conhecidas [ou não!] para eu entrevistar, enviem-me um email para:

phantanilus@hotmail.com

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