O resultado dos exames! [PT]

Depois de passar uma semana invadido por uma infinidade de emoções, na passada segunda feira fiz uma TAC, que a médica Pneumologista considerava fundamental para verificar o que se andava a passar. Inicialmente, tive de me deslocar a Santo Tirso, que fica a quase 50 kms do local onde vivo - podia ter ido ao Porto fazer a TAC, ficava mais perto, mas já lá vamos.

De manhã cedo, na passada segunda feira, lá me dirigi a Santo Tirso, com alguma surpresa. Já fiz TAC's anteriormente e nunca precisei de ir até tão longe. Até agora, tinha feito sempre no Porto, no Instituto Cuf. Desta vez fui a Santo Tirso, a um novo Instituto da mesma empresa. Chegado lá, as funcionárias informam-me que estavam prestes a ligar-me [a sério?] para me avisar que o aparelho estava avariado e não poderia fazer a TAC.

- Muito bem, mas eu preciso de fazer a TAC o mais depressa possível. Pode encaminhar-me para o Porto e faço lá? - perguntei.  

- Infelizmente o aparelho do Porto também está avariado.

[Porra, que maldita coincidência!]

- E agora?

- Bom ,como o senhor tem de fazer a TAC asap, podemos encaminhá-lo para Vila Nova de Famalicão.

- Diga-me por favor como vou para a estação de comboios então...

- Não precisa! Pode apanhar um autocarro para lá! Existem muitas carreiras para lá, na Central de Camionagem.

Depois de pedir as direcções para o local, lá segui para a Central. Chegado lá descobri que afinal só existe uma carreira que ia para Vila Nova de Famalicão! e que os autocarros têm uma grande paragem entre carreiras. Felizmente, a próxima seria daí a 45 minutos. apesar de ser uma seca, sempre foi melhor do que esperar metade do dia...

Enquanto esperava ainda descobri que existia uma carreira para uma terra chamada "Pombinhas". isso fez-me recordar a minha infância e deu-me vontade de rir. Claro que tive de tirar uma foto para recordação!


Chegado a Vila Nova de Famalicão tive outra surpresa [desagradável]. A Central de Camionagem ficava num local da cidade que era oposto ao local onde está a clínica onde tinha de fazer a TAC. E o caminho seria em parte a subir, uma subida gradual mas contínua. Escusado será dizer que cheguei lá a bufar, depois de andar um bom tempo a pé. Felizmente, estava bom tempo e agradável, além de ver uma data de twinks que me "lavaram as vistas", ah ah ah!

[Na verdade só vi 3 ou 4 que valiam a pena, mas é sempre melhor do que nada.]

Lá fiz o exame e hoje foi o dia de saber os resultados. Pelo meio fiz outros exames e análises, incluindo uma análise aprofundada ao sono, tendo feito 2 estudos do sono e 5 dias a dormir com um oxímetro ligado ao pulso, para medir não só o oxigénio do sangue, como também os batimentos cardíacos. Os resultados confirmaram o que se suspeitava: estou com os níveis de oxigénio muito baixos, na ordem dos 82% durante a noite. Para além disso, a TAC mostrou um agravamento profundo em comparação com às TAC's anteriores, só comparável com o meu estado inicial, quando comecei a ser seguido pela Pneumologista. Tendo em conta que tomo dois tipos de corticóides diariamente, isto não é mesmo nada bom.

Depois de vários telefonemas, e tendo em conta que ainda preciso de fazer exames e provas de respiração na próxima semana, ficou decidido que, para já, não vou ser aumentado na dose dos corticóides. Em vez disso, vou passar a ter de dormir com oxigénio assistido. Vieram cá a casa, há duas horas atrás, trazer um aparelho, que me fará receber oxigénio e uma botija de oxigénio, ambas para usar durante o sono e quando estiver mais atrapalhado no dia-a-dia. A botija é enorme e pesa 50 kg quando cheia, para eu usar em casos de avaria do aparelho ou falhas de luz quando estiver a oxigénio.

Para além disto, a médica vai encaminhar-me para um especialista em Pneumonite de Hipersensibilidade, no Hospital de S. João, no Porto, para começar a acompanhar o meu caso, porque ela telefonou para ele durante a consulta de hoje, a explicar o que se estava a passar e ele disse que existem outros tratamentos sem ser à base de corticóides, mas que precisa de me ver e de ler todos os relatórios médicos, para ver se podemos enveredar por esse caminho.

Preciso de mudar de casa. A médica disse que isso é fundamental para eu poder retomar uma vida mais "normal". Chegado a casa, a minha progenitora, que tinha acompanhado a minha avó a outro hospital hoje, começou logo a implicar, irritada:

- E vais viver para onde?

Eu, irritado e chateado, por ouvir aquilo, em vez de um qualquer tipo de apoio, respondi:

- Olha, vou para de baixo da ponte!

Ela ficou pior que estragada com a minha resposta e começou a disparatar ainda mais. Eu saí do local a resmungar também, enquanto ela pegava nas coisinhas dela e se punha na alheta. Não gosto de ter um relacionamento tão fraco com ela, mas ela não facilita e verdade seja dita, eu também não perdoo o que ela me fez.

Vamos a ver como correm as coisas daqui para a frente...

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