12/04/2016

Blogazine entrevista... Sphinx!

Bem, a entrevista ocorreu há já algum tempo atrás, ainda estava eu no meu antigo blog. Ainda assim, a entrevista é interessante e como tal, decidi partilhá-la aqui com vocês, estimados humanos!

Este mês decidimos entrevistar, de entre os membros da nossa equipa, Sphinx, autor do blog The Sphinx Chronicles. Ele é responsável por elaborar todos os meses o horóscopo da revista, ajuda no Consultório Sentimental e também já realizou algumas entrevistas bastante interessantes em edições anteriores.

Blogazine: Sphinx, desde quando és blogger, e como surgiu a blogosfera na tua vida?

Sphinx: Bom, eu comecei a bloggar em 2004, quando criei o blog “Poké-Tuga”. Esse blog era exclusivamente dedicado a Pokémon, até porque eu trabalho para a Pokémon Company. Após 8 anos de trabalho, acabei por fechar o “Poké-Tuga”, porque estava um pouco desiludido com tudo no geral, apesar do “Poké-Tuga” ter sido um sucesso a nível internacional. Dois amigos meus convidaram-me para, junto com eles, começar o “Poké Center Blog”. Relutante, acbei por aceitar o convite, com o objectivo de concretizar alguns planos que tinha na "gaveta" - a criação de uma rádio online, a “Chatter”, com emissões semanais às quartas à noite e aos sábados à noite; um programa temático de conversas, “As Conversas do Professor Fadário”, programa de grande sucesso, que agora passa numa versão diferente, nas emissões de rádio; um canal de televisão que está ainda em fase de testes, a “Poké Center TV”; um canal de youtube, o “Eon Link Channel” e por fim, uma revista, a “MegaZine”, também ela online.

Quanto a blogs pessoais, eu comecei a minha "carreira" como blogger em 2011, num blog chamado "Contraluz". Esse blog era um blog fechado ao público e lá publiquei desabafos sobre a fase mais difícil da minha vida - havia perdido alguns meses antes, Ángel, o meu "raposinho", que era a "luz que ilumina o meu coração". Estávamos noivos há cerca de 3 meses e meio quando morreu, com 19 anos, vítima de atropelamento.

Passado algum tempo, decidi criar o meu primeiro blog pessoal disponível ao público em geral. Assim nasceu o "Diary Of My Shadows". Esse blog manteve-se aberto durante cerca de um ano e qualquer coisa, até ao dia em que me apercebi que estava a entrar em demasiados detalhes sobre a minha vida pessoal e começava a sentir-me "nu" e “desprotegido” no meu próprio “espaço”.

Em 2012, surge assim o "Vírgulas do Destino", aquele que pensava eu iria ser o meu blog definitivo. Comecei lá a escrever histórias e contos, bem como a desabafar, participar em eventos blogosféricos e a fazer as minhas primeiras entrevistas mais a sério. No entanto, em 2014, o Destino pregou-me nova rasteira. O meu irmão, de 23 anos, faleceu, vítima de morte súbita. Aguentei-me como pude, mas o "Vírgulas do Destino" começava a tornar-se um espaço carregado de memórias que magoavam demais, e assim, quando estava quase a fazer um ano sobre a morte do meu irmão (ele faleceu na noite de S. João), decidi fechar esse blog e passado algum tempo, nasceu o "Phantanilus". pelos mesmos motivos, o "Phantanilus" evoluiu para este, o "The Sphinx Chronicles".

O que é que mais gostas na blogosfera? E quais consideras serem os aspectos negativos?

Sphinx: Desde que estou na blogosfera já assisti a tantas mudanças que se torna difícil responder! (risos) Creio que aquilo que a blogosfera tem de mais positivo é o facto de ser um espaço onde cada um pode (e deve, na minha opinião) expressar-se como bem entender, desde que claro, respeite os limites. A blogosfera devia ser vista como um espaço de partilhas. A blogosfera é, para mim, um espaço não só de partilhas, mas também de aprendizagem. Tenho aprendido muito sobre os mais diversos temas desde que por aqui ando. Existem pessoas que gostam de falar sobre determinadas temáticas, como Moda, Fotografia, etc. Existem outras que gostam de abordar temas mais específicos. Ainda existem aquelas que acham que vale a pena criar um blog, só porque está na moda ou podem vir a ganhar dinheiro. Eu creio que existe espaço na blogosfera para todo o tipo de blogues.

É importante contudo, haver um mínimo de respeito. E aqui entro naquilo que considero serem os aspectos mais negativos. É um bocado aborrecido seguirmos pessoas que não nos seguem de volta, comentarmos blogs e não recebermos feedback. É claro que ninguém é obrigado a nada, mas também não é menos verdade que todos nós, que escrevemos blogues, gostamos de ver o nosso trabalho reconhecido. Caso contrário, não teríamos o “estaminé” aberto ao público. Peno que todas as pessoas deviam pelo menos retribuir o comentário/seguimento de blog, nem que fosse por uma questão de cortesia. Outro problema que existe é a falta de originalidade dos blogs. O que me fará seguir um blog do qual já existem dezenas, senão mesmo centenas ou milhares, do mesmo tipo/temática?
Com o tempo, fui deixando de me preocupar com essas questões mais negativas, até porque, como diz um amigo meu e muito bem, nós devemos escrever sobre aquilo de que gostamos, sem nos preocuparmos com a questão de termos muitas visitas, bem como se temos muito feedback ou não. Os blogs são muito mais do que isso, a meu ver! São uma extensão da nossa pessoa.

O teu blog tem um nome muito curioso. Diz-nos, de onde surgiu e o que significa Phantanilus? E o teu novo blog, o The Sphinx Chronicles?

Sphinx: Excelente pergunta! (risos) O nome Phantanilus tem uma história engraçada por detrás. O nome dele surgiu inspirado numa das sagas de histórias que ando a escrever, a saga “Sombras da Luz”. No primeiro volume, "Sombras da Luz: Despertar" fala-nos de um local chamado “Oceanum Phantanilum”. “Phantanilus” começou a surgir assim. “Phanta” neste caso significa Fantasma/Fantasia e “Nilus” refere-se ao Rio Nilo, no Egipto. Assim, podemos dizer que o nome do blog será “A Fantasia do Nilo” ou “o Fantasma do Nilo”. “Phantanilus” será o título de uma história que publicarei no ano que vem. Quanto aos leitores interessados na continuação de "Sombras da Luz", posso revelar, em primeira mão, que o 2º volume já está a ser publicado aqui no meu novo blog, "The Sphinx Chronicles" e chama-se: “Sombras da Luz: Skyfall”.

Quanto ao novo blog, o The Sphinx Chronicles, a história dele é também engraçada. Depois de várias [inúmeras!] tentativas falhadas de dar com um nome que ainda não estivesse a ser usado - e é incrível a quantidade de nomes que já existem em blogs! - decidi regressar às origens. Gosto muito do Egipto Antigo. Daí a tornar-me uma figura ícone dessa Era, foi um instante! Como um dos objectivos do blog é partilhar o que escrevo, acho que o nome é muito adequado.

Abordando agora um pouco o tema da revista deste mês, fala-nos da tua infância, há algum momento que recordes particularmente?

Sphinx: Eu tive uma infância um pouco diferente da maioria das crianças. Eu fui criado pelos meus avós, indo passar os fins-de-semana casa dos meus pais. O meu avô era muito controlador e não me deixava ir para a rua brincar com os outros meninos e meninas, pelo que cedo comecei a ler livros e enciclopédias, em especial ligadas à Natureza e ao Corpo Humano. Gostava muito de “ensinar” o meu cão, as plantas do quintal dos meus avós sobre aquilo que ia lendo e aprendendo! (risos) Às vezes, até me punha a contar histórias, algumas inventadas por mim, ao meu cão, que se deitava à minha beira, para ouvir! (risos)

Existe um momento do qual me recordo particularmente - aos 8 anos, os meus pais deram-me um urso de peluche que gravava uma frase que nós disséssemos e a repetia em seguida. Eu adorava esse peluche! Desde essa altura, nutro um carinho especial por peluches - ainda hoje tenho um peluche que me faz imensa companhia, o Len! ^^

Há algum sonho de infância que ainda hoje mantenhas? Algum objectivo?

Sphinx: Em criança eu gostava de brincar de apresentador das notícias. Fazia entrevistas imaginárias e emissões de rádio com um leitor de cassetes, sendo que este tinha alguns efeitos especiais. Tinha uma grande paixão por um conto infantil, chamado “Raposinho”. Em 2012, eu escrevi um Conto Infantil, dedicado em especial às crianças com NEE (Necessidades Educativas Especiais), chamado “O Raposinho Faísca”. Foi um sonho tornado realidade, uma vez que nunca mais encontrei aquele livro que me encantara tanto na infância.

Quanto a objectivos, creio que aos poucos, vou alcançando os sonhos de infância que ainda tinha por realizar. Entrevistar pessoas famosas já o faço há algum tempo e é um prazer e uma honra para mim. Fazer emissões de rádio também! (risos) Por falar nisso, em breve abrirei a Sphinx FM, no blog! Mas ainda existem sonhos e objectivos por realizar! (risos)

És tu que te encarregas todos os meses do horóscopo que consta na revista. Quando é que descobriste o Tarot?

Sphinx: Tudo começou quando eu tinha 14 anos. Nessa altura, depois de ver um filme onde se falava das linhas das mãos (Quiromancia), eu cheguei à escola no dia seguinte e pedi a mão de uma colega, para lhe ler. Qual o nosso espanto, quando tudo aquilo que eu ia dizendo era verdade! Daí a tornar-me o rapaz mais popular (e requisitado!) (risos) da escola, foi um instante! (risos) Quanto mais eu lia, mais interessantes as leituras se tornavam. Inicialmente lia apenas as 3 linhas principais, mas rapidamente consegui ler todas as linhas da mão, indicando por vezes situações bastante graves - recordo-me de uma senhora a quem disse que tinha de ter cuidado, pois corria o risco de ser envenenada, ao que ela me sorriu tristemente, dizendo que meses antes os filhos, por motivos de partilhas, já o haviam feito!

Outro caso que me marcou na Quiromancia, foi o facto de ter dito a uma colega que ela viria a ter problemas sérios de saúde no futuro a médio prazo, podendo vir mesmo a perder a visão. Li-lhe isto quando eu tinha os meus 15 anos. Um dia, já tinha eu 27 anos, eis que ela apareceu na loja mística onde eu me encontrava a trabalhar, acompanhada do namorado. Havia ficado cega. Ainda se recordava daquela leitura que eu lhe tinha feito, muitos anos antes. Mas não se assustem, também já li imensas coisas boas, que se tornaram realidade! (risos)

Quanto ao Tarot, o meu primeiro contacto com ele foi aos 15 anos. Uma prima minha, fascinada com o sucesso que eu tinha com as leituras das mãos, ofereceu-me de prenda aquele que foi o meu primeiro baralho de Tarot. Adorei o baralho que ela me deu. Hoje em dia, tenho vários baralhos, que uso em ocasiões diferentes. Por vezes vou a bares fazer Noites Místicas. Outras vezes, vou a eventos de animes e para essas ocasiões, tenho um baralho "Mangá".

Aprender a ler o Tarot é algo mais ou menos fácil. O difícil é realmente conhecer o significado de todas as 78 cartas e saber adaptá-las às perguntas de quem nos procura. Um bom Tarólogo, além de saber interpretar as cartas, tem de ter noção da grande responsabilidade que tem, quando alguém o procura. Saber ver o Futuro, é, por isso mesmo, uma Arte! ^^  

Todos nós reparamos diariamente em coisas que gostaríamos de mudar no mundo que nos rodeia. Se tivesses oportunidade de mudar completamente algo, o que seria?

Sphinx: A Indiferença das pessoas, face aos problemas reais. Muitas pessoas aparentam preocupar-se com as coisas, mas na verdade, aquilo é mais efémero do que um fósforo acender. Isso é também causado pelo motivo que vou mencionar a seguir, que é o Egoísmo. As pessoas estão cada vez mais isoladas, frustradas e insatisfeitas. Parece que o que têm nunca chega. E isso leva-nos à 3ª coisa que gostaria de ver mudada, que é a Inveja. Existe a boa e a má inveja. A maior parte das pessoas desconhece isso.

Querermos ser como alguém, isto é, empenharmo-nos e lutarmos por nós, mas sem "calcar" as outras pessoas, a fim de concretizarmos os nossos sonhos e/ou objectivos, é uma inveja considerada “boa”. Isso acontece quando temos algum ídolo e queremos ser como ele(a) – seja uma colega de escola com boas notas, seja um cantor, etc. Se nos esforçarmos e mostrarmos o nosso valor, certamente que o trabalho árduo será recompensado.

Aquelas pessoas que só querem ser como outras pessoas, mas em vez de se esforçarem, só criticam, só olham a meios para prejudicar a(s) pessoa(s) que no fundo idolatram - isso é para mim, inveja “má”. Representa falta de respeito, humildade, carácter e amor-próprio.

Por último, diria que havia de existir maior Gratidão. As pessoas deviam estar agradecidas pelas coisas que vão alcançando no dia-a-dia. Simples coisas como respirar, poder saborear um chocolate, ver um pôr-do-sol… São coisas que não têm preço. Tudo isto, entre outras, são pedaços de Felicidade. E são bens tão efémeros que, por um acaso qualquer da vida, podemos perder a qualquer momento. E como se diz por aí e muito bem, só damos real valor às coisas, quando as perdemos.

Se tivesses oportunidade de ver concedidos 3 desejos, quais seriam?

Sphinx: Esta é uma pergunta perigosa, muito perigosa mesmo! (risos) Depois de muito pensar e reflectir, cheguei à conclusão que existem coisas que depois de experienciadas, não vale a pena voltar a experienciar. Nada seria igual duas vezes, mesmo que o desejássemos do mais profundo dos nossos corações. Assim sendo, os meus 3 desejos seriam:

- Regressar aos Estados Unidos da América e ficar lá a viver permanentemente;

- Entrevistar algumas personalidades mundialmente famosas, tais como: Justin Bieber, os One Direction, (em especial o Harry Styles), a Taylor Swift, a Rihanna, a Beyoncé, o Presidente Barack Obama, o Papa Francisco, a Ellen, entre outros (as).

- Publicar os meus livros. Que eles tornassem um sucesso a nível mundial, com muita gente a aperceber-se de uma nova consciência e a ficar sensibilizada para uma série de problemas que são abordados nas minhas histórias e quiçá os livros a tornarem-se o argumento para algum filme!
 
O que nos podes dizer sobre o Sphinx, para além do que já sabemos?

Sphinx: Para mim, é muito difícil falar sobre mim! (risos) Estou tão habituado a estar no papel de ouvinte, que quando chega a vez de ser eu a falar, nem sei o que diga! (risos) Posso dizer que sou prudente e sincero, o que por vezes é levado até ao limite! (risos) Sou solitário e melancólico por natureza, daí identificar-me imenso com lobos, que adoro!

Não me apaixono facilmente, mas quando me cativam o coração, é amor para a vida inteira! (risos) Sou romântico e gentil q.b. embora não o demonstre à maior parte das pessoas. Amigo do meu amigo, pelos amigos verdadeiros, faço tudo. Leal e observador, fico feliz de ver as pessoas de quem gosto, felizes. Adoro passear pelas florestas e à beira-mar. Gosto de observar as estrelas à noite e de sonhar! Nesse ponto, continuo a ser o rapazinho que sempre fui! Dou muito valor à criança que "vive dentro de mim" e aconselho todos a deixarem a criança interior mostrar-se mais vezes! (risos)

Para terminar, quais são os teus planos para futuro? Como te imaginas daqui a 10 anos?

Sphinx: É assim… Depois de tudo o que se passou na minha vida nos últimos 5 anos, eu deixei de fazer planos a longo prazo. Tento viver um dia de cada vez, dentro do possível. Espero daqui a 10 anos estar bem melhor do que estou agora! (risos) Se eu tiver Saúde, Trabalho e Sucesso, já me darei por contente. E se não for pedir muito, estar bem acompanhado! (risos)


Quiz: 

Cor preferida? Azul-Petróleo
Filmes ou séries? Depende! (risos) Filmes!
Filme preferido? Noordzee, Texas
Fruta Preferida? Cerejas

Quero agradecer à equipa da Blogazine por me terem entrevistado! Foi um gosto e um prazer!

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