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Leia e ele virá! #2.4

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No seguimento do post anterior, hoje vou abordar outro livro que gosto bastante:


A Canção de Tróia [1998] é mais uma grande obra sobre a lendária guerra de Tróia. Colleen McCullough apresenta-nos a sua versão desta guerra que durou imenso tempo. Muito mais do que esperavam todos os seus intervenientes, estou certo disso. Numa narrativa envolvente, a escritora coloca-nos perante todos os acontecimentos que marcaram a guerra, desde o que a antecede, passando pelo que vai ocorrendo durante o cerco de Tróia até ao seu desenlace. Para tal, Collen apresenta-nos a história sob uma infinidade de perspectivas, já que o livro é narrado pelas inúmeras personagens que fizeram parte nesta saga, entre elas:
Príamo - Rei de Tróia;
Helena - Princesa grega que foge de um casamento insosso e se torna o principal motivo para esta guerra acontecer;
Páris - Um dos filhos do Rei Príamo, o Príncipe Páris é descrito como um homem belo, que se deixará enfeitiçar pela igualmente bela Princesa Helena;  
Aquiles - Um…

Guerra de Tróia

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Foi a 24 de Abril de 1184 AC que os gregos entraram finalmente na inexpugnável cidade de Tróia, depois de mais de uma década de intensos combates, sem que nenhuma das partes - gregos e troianos - conseguisse dominar a outra e vencer a guerra. Os gregos usaram uma artimanha, oferecendo um cavalo de madeira. Os troianos viram nesse presente uma espécie de rendição dos gregos. Depois de várias discussões sobre o que iam fazer com o cavalo, optaram por oferecê-lo aos deuses, pela vitória sobre os gregos. Desta forma, levaram o cavalo para o centro da cidade, começando a festejar, já que estavam em guerra há muito tempo. Mal sabiam eles que o cavalo continha no seu interior um bando de hábeis soldados gregos, que facilmente atacaram os sentinelas troianos quando estes estavam já inebriados e abriram os portões da cidade, conduzindo o exército grego à derradeira vitória sobre Tróia.

Numa passagem da Íliada, de Homero, Aquiles diz-nos o seguinte:

 "Quando todos os mais bravos dos argiv…

Tempestade de Verão

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Para celebrar este dia, nada como publicar um conto, não é mesmo? Espero que gostem!


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Começou a chover.

Fazia meses que não chovia. Li, num qualquer jornal online, que o país já se encontrava em seca moderada, devido à escassez de chuva. Sendo eu um adepto do sol e do bom tempo, a verdade é que não desgosto da chuva. Gosto de escutar o som da chuva a cair, em especial quando estou deitado na cama. Considero isso muito relaxante. As únicas alturas em que realmente detesto que esteja a chover é quando a chuva me apanha desprevenido em plena rua e acabo por ficar molhado da cabeça aos pés.

Hoje foi um desses dias.

Estava eu a regressar da escola – finalmente começavam as minhas férias – e eis que de repente, uma ventania súbita trouxe consigo uma tempestade de Verão. Praguejando a todos os santos que me lembrei, comecei a correr, em busca de um local onde me pudesse abrigar! Para grande azar, eu encontrava-me num sítio despido de tudo – casas, lojas... Eu sei lá! Procurava um qualque…

Animal X Animal

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TEXTO 05
Burro é burro, homem é ignorante; piranha é piranha; mulher é promíscua; porco é porco, homem é anti-higiênico; baleia é baleia, mulher é obesa. Existe uma enorme variedade de nomes de bichos associados aos humanos, em sua maioria em intenção pejorativa, quando na verdade deveria ser o oposto. Ser chamado de burro, piranha, porco ou baleia deveria ser elogio. Ofensa deveria ser chamado de "gente", "pessoa", "humano". Ser associado ao bicho, seja ela qual for, é um elogio. Ser associado à "raça" humana é de profundo mau gosto.
Quando um burro empaca, um humano grita, berra, xinga, chicoteia. O burro não fez o que o humano "mandou", por isto o burro é sinônimo de ignorância, quando na verdade o burro empaca porque é inteligente. Empacou porque tem personalidade própria, vontade própria, e não faz o que lhe mandam. Se ele quer parar, ele para. O humano, vaidoso, acha que sua vontade é lei, e reclama com o burro, acreditando que el…